O vídeo distribuído no domingo (31/3) pelo Palácio do Planalto em defesa do golpe de 1964 foi “decisão do presidente” Jair Bolsonaro. É o que afirmou nesta segunda-feira (1/4) o presidente em exercício, Hamilton Mourão. O vice-presidente se eximiu da polêmica ao ser questionado se a divulgação foi adequada ou não, declarando que divulgações feitas pelo Planalto são de responsabilidade do presidente da República.

 

Como vice-presidente e presidente em exercício, em decorrência da visita de Bolsonaro a Israel, Mourão assegura que sequer viu o vídeo. A Secretaria de Comunicação Social (Secom) do Planalto não informou o responsável pela divulgação. “Foi divulgado pelo Planalto. É decisão dele (Bolsonaro)”, limitou-se a comentar o general.

 

O vídeo é controverso. No material distribuído pelo Planalto, um apresentador contextualiza a ditadura militar e diz que o Exército “salvou” o país. O regime militar foi instaurado em 31 de março de 1964, tendo completado no domingo 55 anos. Ao longo da história, os militares sustentam a versão de que a ocupação dos militares sob o poder foi para combater uma ameaça comunista ao país. O governo militar, entretanto, se perpetuou até 15 de março de 1985 — quase 21 anos completos.

 

A publicação audiovisual tem aproximadamente dois minutos. Embora não indique o autor do vídeo, foi distribuído por um número oficial de WhatsApp do Planalto, usado pela Secretaria de Comunicação da Presidência para o envio de mensagens de utilidade pública, notícias e serviços do governo federal. “O Exército nos salvou. O Exército nos salvou. Não há como negar. E tudo isso aconteceu num dia comum de hoje, um 31 de março. Não dá para mudar a história”, diz o apresentador do vídeo em um trecho do material.

 

Veja o vídeo:

 

https://twitter.com/i/status/1112297862417797120

 

Redação com Correio Brasiliense

 


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