Por pbagora.com.br

Baixar o valor da passagem do transporte público depois da retirada de dois impostos sobre o óleo diesel – o PIS-Cofins e a Cide é um debate que ganhou força nos últimos dias em João Pessoa,  seja nas ruas, nos corredores, na Câmara, mas que segue sendo ignorado pelos órgãos competentes, entre eles o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivos Urbanos de João Pessoa (Sintur-JP) e a prefeitura da Capital.  

Até agora ninguém se manifestou ou mesmo cogitou que essa redução chegue ao bolso do passageiro, que é quem utiliza diariamente o transporte coletivo na Capital.  

Segundo o superintendente adjunto da Secretaria de Mobilidade Urbana, Wallace Massini, não há nenhum debate sobre o tema porque as entidades ainda estariam aguardando a estabilidade do desconto em todas as bombas. Wallace lembrou, todavia, que quem vai colocar o tema em pauta é o Conselho e este sequer tem data marcada para uma nova reunião.

“A gente atua conforme a provocação das empresas. Se elas entrarem com pedido a Semob fará a análise para analisar o custo, se vai haver algum ajuste ou não, mas o Conselho tem que ser provocado para poder agir”, disse.

Para o vereador Léo Bezerra (PSB), líder da oposição na Câmara Municipal de João Pessoa, age com demagogia, já que o prefeito Luciano Cartaxo sugeriu que o Governo do Estado reduzisse o ICMS e disse que “todos deviam fazer a sua cota de sacrifício”.

“Tivemos uma diminuição no valor do óleo diesel e ele sequer teve a coragem de tentar baixar a tarifa dos transportes ou até mesmo isentar o ISS dos transportes. Não vi nenhuma medida que Cartaxo tenha feito para beneficiar a população neste momento de crise”, lamentou.

A reportagem do PB Agora tentou entrar em contato com o Sintur-JP para saber se existia o interesse da entidade em provocar o Conselho para debater a viabilidade da redução do valor da passagem, diante da redução do valor do óleo Diesel, mas ninguém atendeu às nossas ligações.

Retirada do PIS/Cofins e da Cide

O governo federal prometeu dar desconto de R$ 0,46 no litro do dieselpor dois meses como acordo para por fim à greve dos caminhoneiros.

Para chegar a esse montante, precisa cortar tributos federais (PIS-Cofins e Cide) sobre o diesel, o que vai resultar na baixa de outros R$ 0,16 por litro.

Passados dois meses, os reajustes no valor do combustível serão feitos a cada 30 dias, decisão que, segundo o presidente Michel Temer, visa dar mais "previsibilidade" aos motoristas.

 

PB  Agora

Garanta um desconto especial na sua certificação digital no Juristas Certificados Digitais

Notícias relacionadas

“Terá candidato”, diz Galdino garantindo que João irá se pronunciar sobre eleição presidencial

O presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), o deputado Adriano Galdino, afirmou, neste final de semana, que o governador João Azevêdo (Cidadania) não deve ficar em cima do muro,…

Frente formada por PSB, PV, PCdoB, PT e PSOL não faz oposição a João Azevêdo

A frente formada pelos partidos PSB, PV, PCdoB, PT e PSOL, que se uniram contra o facismo e a favor da população para as eleições de 2022 não tem o…