Condenados no processo do mensalão, o ex-presidente do PT José Genoino e o ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu seguem para Brasília em avião da Polícia Federal. A aeronave deixou o Aeroporto de Congonhas por volta das 14h30 e chegou ao Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, às 15h18. O avião pegou mais sete condenados em Minas e partiu para Brasília por volta das 16h45.

Na manhã deste sábado, os sete mineiros condenados no mensalão deixaram a Polícia Federal em Belo Horizonte a caminho do IML (Instituto Médico Legal) para realizar exame de Corpo de Delito. De lá, eles seguiram para o Aeroporto da Pampulha.

Eles passaram a noite de sexta-feira (15) em duas celas. Os cinco homens detidos em Minas Gerais, entre os quais Marcos Valério, considerado o operador do esquema, dividiram única sela, sem banheiro. Já Kátia Rabelo, presidente do Banco Rural, e Simone Vasconcelos, ocuparam outro espaço, com direito a banheiro privativo.

Além de Marcos Valério, os outros quatro presos que dividiram sela são Cristiano Paz, Romeu Queiroz, Ramon Hollerbach e José Roberto Salgado.

Hoje cedo, os condenados receberam visitas de parentes, amigos e de advogados. Estes avaliaram as condições das instalações ocupadas pelo núcleo mineiro, cujo principal papel no esquema era organizar a operação financeira.

Ao contrário de outros Estados, não houve em Belo Horizonte manifestações na porta da sede da PF.

Cúpula

O ex-ministro José Dirceu e o deputado federal José Genoino deixaram a Superintendência da Polícia Federal em São Paulo na manhã deste sábado em direção ao aeroporto de Congonhas, onde embarcaram no avião da PF que segue para Brasília. Os dois saíram no banco traseiro de um veículo preto, por volta das 12h50, acompanhados de viaturas da PF. Segundo testemunhas, eles não estavam algemados.

Por volta das 11h deste sábado, o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares também se entregou, em Brasília. Por meio de seu perfil no Twitter, Delúbio disse que "os ódios que atraímos e as perseguições covardes das quais somos vítimas nada representam".

Fuga

O único condenado no mensalão que não se entregou — e nem pretende — é o ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, que confirmou por meio de nota que fugiu para a Itália.

— Por não vislumbrar a mínima chance de ter um julgamento afastado de motivações político eleitorais, com nítido caráter de exceção, decidi consciente e voluntariamente fazer valer meu legítimo direito de liberdade para ter um novo julgamento, na Itália, em um Tribunal que não se submete às imposições da mídia empresarial, como está consagrado no tratado de extradição Brasil e Itália.

 

R7

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