Por pbagora.com.br

 O Secretário Geral do PSB, Edir Mendonça rebateu, na tarde desta terça-feira (19), as denuncias do vereador Zezinho do Botafogo (PSB) e as retóricas do advogado Ricardo Servulo em entrevista ao programa Rádio Verdade, do sistema Arapuan FM. O assunto em debate se tratava do recente depoimento do secretário atestando, em juízo, a existência de uma ata falsa confeccionada pelo PSB.

Em um debate acalorado, Servulo acusou o secretário de ter mentido, atestando sobre a existência de uma ata falsa. O secretário então ligou para o programa e desafiou o advogado e qualquer outro dirigente do partido a provar que a ata não era falsa.

A revelação mais intrigante ocorreu em meio ao “bate-boca”. Indagado pelo advogado Servulo se teria votado pela conciliação do PSB em torno do governo Maranhão, caso este viesse a assumir o governo à época, Mendonça se contradiz e confirma que sim.

“Ai está à contradição, ora o Secretário diz que a ata é falsa e agora se contradiz e revela que votou a favor da conciliação do partido”, disse.

Mendonça atestou que não está mentido e também rebateu as denuncias de Zezinho. O vereador afirmou que não era instrumentalizado por ninguém e que também não foi indicação de Manoel Júnior para assumir um cargo na CBTU. “A minha indicação para assumir a CBTU foi do PSB e não de Manoel Júnior”, explicou.

Indagado sobre o porquê, de só em juízo atestar sobre a existência de uma ata falsa, Mendonça esclarece: não fez a revelação antes, porque nunca foi procurado pela imprensa, porém, se tivesse sido procurado teria revelado sem o menor problema.

“Sou um advogado sério, não posso compactuar com uma fraude, a ata apresentada é falsa”, garantiu.

 

Leia o release enviado pela assessoria do advogado Ricardo Servulo sobre a contradição

Advogado do PSB Ricardo Sérvulo rebate Edir sobre atas, e diz que secretário se contradiz em seu depoimento

 

O advogado Ricardo Sérvulo, que fez a defesa do Partido Socialista Brasileiro na audiência ocorrida nesta segunda-feira, rebateu as declarações do primeiro secretário Edir Mendonça, que teria afirmado haver duas atas, uma das quais com ‘adendo’ proibindo parlamentares de participar do governo Maranhão III.

 

“Acho no mínimo infeliz essa fala de dizer que existiu um adendo, um enxerto, porque se trata de uma ata política, então existiu sim, e ele falou que houve depósito na Justiça Eleitoral de outras atas, que tratam de matéria exclusivamente de cunho administrativo, das renovações das comissões provisórias. Juntamos essas atas pra mostrar que a gente não está se furtando de uma responsabilidade com a Justiça. Agora daí a dizer que houve um adendo ou um enxerto, é estranho. Ficamos estupefatos com uma fala desse tipo”, respondeu.

Quanto à ata política, o advogado acrescenta que esta não é obrigatória e, menos ainda, deve ser tornada pública. “Não há nenhuma obrigação de confeccionar ata política, mas eventualmente se faz pra registrar as decisões que o partido toma. Apenas, por conveniência do partido, não é interessante você publicizar atos e estratégias da esfera interna do partido. É pouco inteligente divulgar as decisões que foram travadas. É anular a jogada política e prejudicar o próprio partido”, defendeu.

Ricardo Sérvulo também contrapõe a fala do primeiro secretário, afirmando que Edir Mendonça se contradiz em seu depoimento. “Ele diz que a Comissão
Executiva não tinha legitimidade para confeccionar a resolução. Mais adiante, quando foi exibido o manifesto do programa Estatuto do PSB, da comissão executiva nacional, ele voltou atrás e veio aquiescer no sentido de que reconhece na instância partidária”, reagiu.

A segunda contradição, segundo o advogado, foi Edir ter dito que ‘é praxe só o primeiro presidente assinar atas, e ele diz que há vedação legal para o vice-presidente assinar atas’.“Aí na audiência de segunda-feira (18), perante o juiz da 64ª Zona Eleitoral, Aluisio Bezerra, quando nós exibimos o estatuto partidário ele volta atrás e diz que Edvaldo Rosas pode assinar a ata sozinho. E questionamos: qual a razão de um vice-presidente não poder assinar ata?

Gostariamos de saber, já que o estatuto diz que pode. Mais à frente ele diz que talvez não estivesse presente no momento da reunião do dia 25 de fevereiro, que foi tomada essa decisão, cuja reunião ele votou contra a posse de deputados estaduais em cargos no governo Maranhão – III, determinação que não foi isoladamente para Guilherme Almeida, mas sim, a todos os parlamentares do PSB da esfera estadual. Então, Edir admite que, em um dado momento, saiu da reunião e por isso pode não ter tido conhecimento da decisão do partido”

 

Ai também se pergunta: como não tomou conhecimento se ele votou completando o placar de 15 votos contra a liberção de deputados estaduais do PSB assumirem cargos, a 3 votos a favor ? finalizou. 

 

 PB Agora

 

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