Por pbagora.com.br

A candidata à presidência pelo PV, Marina Silva, defendeu, em entrevista ao Jornal Nacional, da Rede Globo, na noite desta terça-feira (10), sua permanência no Partido dos Trabalhadores (PT) após o caso do escândalo "mensalão", em 2005. A ex-ministra do Meio Ambiente disse ter permanecido no partido para combater a corrupção e negou ter mantido silêncio com as acusações à legenda.

"Permaneci (no PT) para combater a corrupção. Qualquer pessoa, em qualquer lugar que ela esteja, deve ser honesta. Combater à corrupção é uma luta constante", disse. "Nem todos praticaram isso. Eu não pratiquei (irregularidades). Conheço milhares que não praticaram o mesmo erro. E dentro do PT tinha muita gente que combatia junto comigo", defendeu, afirmando que sempre pediu para que "as irregularidades fossem investigadas".

Em 2008, Marina pediu para deixar a pasta do Meio Ambiente depois de atritos vividos com ministros de áreas ligadas ao desenvolvimento da infraestrutura no País.

Questionada se a crise do "mensalão" não lhe pesou, Marina rebateu dizendo que "sabia com que estava lutando". "Foi pesado, sim. E eu sabia com quem estava lutando. Mas não tinha praticado nenhuma irregularidade", afirmou.

Marina reafirmou também que os motivos que a levaram a deixar o PT foram ideológicos. "Saí porque não encontrava o apoio necessário para as políticas de Meio Ambiente".

Segundo a candidata do PV, o fato de disputar o Palácio do Planalto sem que sua candidatura receba apoio de outras legendas não a faria lotear cargos no governo para garantir apoio após eleições. Apesar disso, a ex-ministra disse ainda que não pretende governar só com quadros de seu partido.

A ex-ministra disse nesta terça-feira que seus adversários, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), deverão repetir, se eleitos, o fisiologismo dos governos Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva.

"Serra e Dilma já estão tão comprometidos com as alianças que fizeram que eles só podem fazer mais do mesmo", criticou Marina. "O mesmo do governo FHC, que ficou refém do fisiologismo do DEM, e do governo Lula, que ficou refém do fisiologismo do PMDB", apontou.

A candidata do PT inaugurou a sequência de entrevistas nesta segunda-feira (9). Amanhã é a vez do ex-governador de São Paulo e candidato pelo PSDB, José Serra.
 

Terra

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