Brasília – Marina Silva, da REDE, faz avaliação do cenário político após aprovação do impeachment da presidenta Dilma Rousseff na Câmara (Wilson Dias/Agência Brasil)

Em entrevista ontem (10), numa emissora da capital, a ex-senadora e ex-candidata à Presidência da República, Marina Silva (REDE), comentou sobre os riscos da oposição ao presidente Jair Boslonaro partir novamente desunida para as eleições de 2022. Segundo ela, se ocorrer o que houve em 2018, a oposição corre o risco de novamente ser derrotada pela extrema direita. “O PT insistiu na política exclusivista”, afirmou.

Conforma a ex-senadora, em 2018 partidos como o PT ignoraram o então candidato do PSL e não acreditaram que ele poderia chegar onde chegou. Ela criticou o erro de estratégia do Partido dos Trabalhadores em adotar uma política exclusivista, quando apostou na candidatura do ex-presidente Lula e, depois em Haddad. “O Ciro sempre avisou, que era preciso caminhar juntos, mas o PT insistiu na política exclusivista”, afirmou.

Questionada sobre 2022, Marina disse que as legendas de oposição estão construindo uma alternativa para o campo democrático e popular. Ela defendeu a união desses partidos como saída para o enfrentamento ao presidente Bolsonaro. “Não se pode subestimar Bolsonaro duas vezes”, confirmou Marina.

Redação

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