Por pbagora.com.br

Que o governo Maranhão III é generoso com a cúpula do Judiciário na Paraíba, dada a fartura de nomeações de parentes de desembargadores e juízes paraibanos, não é novidade para mais ninguém. Agora descobrir se essa generosidade já chegou aos tribunais superiores é uma tarefa mais difícil. O fato é que tem suspeita no ar.

O Diário Oficial de Justiça de ontem, quinta-feira (23), trouxe a nomeação da ilustre desconhecida paraibana Ana Elizabeth Bezerra de Melo Paraguai para o pomposo cargo em comissão de assessoria técnica da Consultoria Técnica da Secretaria de Articulação Governamental, em Brasília.
 

Trata-se de um cargo de R$ 3,2 mil por mês e o segundo melhor salário da pasta depois do secretário. Pois bem. Não é que fontes do Planalto informam que Ana Paraguai mantém união estável com o ministro do Superior Tribunal de Justiça, Francisco Falcão.
 

Aê, Maranhão. Não basta ser dos tribunais. Tem que ser superior.
 

Mas calma. O perfil do ministro pernambucano, Francisco Falcão, que tem pais de Monteiro na Paraíba, na página do STJ na Internet não faz referência ao fato dele ser casado. Rápida pesquisa na Internet também não revela vivência matrimonial do ministro, embora seus vizinhos em Brasília atestem a existência da tal Ana Paraguai.

Se a informação não for falsa, como os produtos do Paraguai, Maranhão tá mandando bem.

 

Soltas no ar

 

Aníbal e as possibilidades

Será na segunda-feira o encontro de Cássio, Cícero e Efraim. Os três tem muita coisa a conversar, mas vão ter que dar uma pausa para o ex-vereador Aníbal Marcolino (PDT). Ele quer uma solução para sua possível posse na Assembléia. Caso contrário, na terça ele conversa com Maranhão.

 

 Time grande

Enquanto a informação não se confirma, Maranhão vai nomeando magistrados por aqui mesmo. A última delas foi a filha do juiz Paulo Maia, vice-presidente do Tribunal Regional do Trabalho, TRT, que passa a ocupar cargo de Diretoria na Cagepa.

Ele se une a lista, encabeçada pela primeira-dama, desembargadora Fátima Bezerra, composta por familiares dos magistrados Júlio Paulo Neto, Nilo Ramalho, Marcus Souto Maior, Luiz Silvio Ramalho, Onaldo Queiroga, Guilherme Ferraz e tantos outros.

 

Não há rompimento ?


Maranhão preferiu não comentar sobre o mérito do rompimento do deputado Quinto de Santa Rita e do prefeito Marcos Odilon, ambos do PMDB. Disse apenas que não acreditava na notícia. Ora, Maranhão não quis comentar sobre a ausência num município politicamente aliado do programa Pão e Leite, da conclusão do Restaurante Popular, de obras do projeto Cooperar entre tantos. Nem quis comentar sobre a nomeação de adversários da família Odilon em cargos no governo de Santa Rita.

É isso aí: sem o corpo, não há crime. 

 

O PT e seus absurdos


O PT está passando dos limites. Censurar citação ao governador Maranhão nos programas do partido é digno de quem não merece ser tratado como aliado político. 

Porque somente os grandes têm vez?

A chegada do Carrefour nos Bancários é uma conquista para a população de João Pessoa. Gera emprego e renda e ainda estimula a competição do mercado. Mas não dá para o empreendimento causar transtorno a milhares de moradores da região Sul que ficam quase ma hora esperando para “entrar” na principal dos Bancários, quando vêm da Pedro II ou do Castelo Branco.

É preciso que as autoridades, e aí falo da prefeitura de João Pessoa e do Ministério Público, ajam com o mesmo rigor que fazem com os ambulantes, os barraqueiros do Bessa e pequenos comerciantes da calçadinha de Manaíra.

Caso contrário, vamos ficar achando que só os grandes tem vez. 

 

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