Não sou contra a PEC que aumenta o número de vereadores, mas convenhamos, a classe não se esforça muito para justificar sua aprovação. No interior, em várias cidades, as sessões são raras e improdutivas. E mesmo na Capital, nem sempre a produtividade corresponde à expectativa dos eleitores.

Vez por outra a imprensa publica matéria sobre a quase inexistência de sessões em Câmaras do interior. Em um mês de muitos feriados, corre-se o risco de simplesmente não haver qualquer debate.

Aliás, há tantos debates inócuos…! O das prostitutas, por exemplo. Não deu em nada, como também não dão em nada muitas outras discussões travadas em plenário. Aumentar o número de parlamentares pra quê?

Há os que dizem que é uma questão de representatividade. Que há uma desproporcionalidade entre o número de vereadores e o de habitantes. Pode ser. Mas a maior desproporcionalidade pode estar entre a expectativa da população e a efetiva produção parlamentar que resulte em melhorias na qualidade de vida das famílias. As energias, muitas vezes, estão voltadas para a formação da bancada dos prefeitos de plantão, que só governam com maioria. Exagero?

Tomara que eu esteja errada. No final do ano, a imprensa sempre faz um balanço da produção – quem fez o quê, pra quê e por que. Assim veremos, sem resvalar para a análise precipitada, o que de fato fizeram nossos vereadores – da capital, de Campina Grande e do restante do interior.

Eu estarei de olho.

Como disse no início, não jogo pedras na PEC. Mas também (ainda) não estou convencida de sua necessidade a ponto de levantar bandeiras. Para isso, eu precisaria ficar convencida de que a PEC é, no final das contas, para o bem da população.

Resumindo: não sou contra nem a favor. Muito pelo contrário.
 

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