A mãe do bebê de 1 ano e quatro meses morto em agosto deste ano na cidade de Queimadas, no Agreste da Paraíba, foi indiciada por homicídio nesta quarta-feira (19). De acordo com o delegado Cristiano Santana, responsável pelo caso, além do padrasto, que já está preso, a mulher foi incluída no inquérito após as investigações revelarem que a criança vinha sendo agredida há algum tempo.

 

O laudo pericial feito pelo Núcleo de Medicina e Odontologia Legal de Campina Grande (Numol) reforçou a suspeita de que o padrasto, Márcio José Silva Tavares, de 30 anos, agrediu e matou o enteado. O crime aconteceu no dia 5 de agosto.

 

O delegado disse que, além do documento que reforça a suspeita de que foi o padrasto que matou a criança, após ouvir familiares e colegas de trabalho da mãe e do suspeito durante as investigações, foi constatado que o bebê já havia sido agredido outras vezes.

 

De acordo com o laudo, a lesão encontrada no baço da criança leva rapidamente à morte e o menino não sobreviveria até o dia seguinte (domingo), quando foi levado para o Hospital Geral de Queimadas.

 

Márcio José Silva Tavares, de 30 anos, foi preso no dia 10 de agosto suspeito de espancar e matar o enteado de apenas 1 ano e 4 meses de idade, em Queimadas. Segundo o delegado Cristiano Santana, ele teria ameaçado a companheira e mãe da criança para que ela não contasse sobre o crime.

Na delegacia, a mulher contou que estava sendo ameaçada. Segundo ela, o filho estava chorando muito, ela tentou acalentar a criança, mas não conseguiu.

O padrasto arremessou o menino ao chão e começou a chutá-lo. Um dia depois, ela negou essa versão e voltou a afirmar que a morte do filho foi causada por uma cabeçada de um cabrito perto da casa onde morava, no Sítio Capoeira. Davi Luca morreu após ser levado ao Hospital Geral de Queimadas.

 

Redação com G1

 


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