Nas duas últimas reuniões com dirigentes peemedebistas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi otimista ao falar da possibilidade de aliança entre o PMDB e o PT nas eleições de 2010.

Lula também adotou tom positivo ao abordar a eventual candidatura presidencial de Dilma Rousseff. Disse que o problema de saúde que ela enfrenta será vencido e que até o final do ano ela estará na luta com tudo. Dilma retirou um tumor e faz quimioterapia preventiva contra câncer.

O presidente se comprometeu a mediar diretamente conflitos entre PT e PMDB nos Estados. Os dirigentes peemedebistas lhe apresentaram uma série de casos em que isso seria necessário.

Exemplo: na Bahia, só Lula para reunir o governador petista Jaques Wagner e o ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional). Lula disse que fará essa aliança, com a recondução de Wagner e a eventual candidatura de Geddel ao Senado.

No Rio Grande do Norte, Lula disse que pedirá ao PT que apoie ao governo em 2010 o senador Garibaldi Alves ou o deputado federal Henrique Eduardo Alves, líder do PMDB na Câmara.

Lula disse ser difícil um entendimento em Santa Catarina, mas prometeu se reunir com petistas e o governador peemedebista, Luiz Henrique. Afirmou que falará com o peemedebista Roberto Requião, governador do Paraná que se aproximou do tucano José Serra, governador de São Paulo e potencial candidato ao Palácio do Planalto.

Lula prometeu conversar com o petista Lindberg Farias, prefeito de Nova Iguaçu, para tentar fechar apoio à reeleição do governador Sérgio Cabral (PMDB). O presidente da República chegou a aventar uma união no Rio Grande do Sul, Estado em que há forte tradição de disputa entre PT e PMDB.

No sonho gaúcho de Lula, o ministro Tarso Genro (Justiça) encabeçaria a chapa ao governo do Estado com o senador Sérgio Zambiasi (PTB) de vice e o ex-governador Germano Rigotto (PMDB) para o Senado. Lula ouviu dos peemedebistas que, em Minas, será difícil uma aliança, porque PT e PMDB teriam candidatos fortes. O ministro e senador Hélio Costa (PMDB) deseja concorrer. Pelo PT, são possíveis candidatos ao Palácio da Liberdade o ministro Patrus Ananias (Desenvolvimento Social) e o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel.

Apesar da proximidade do acerto entre peemedebista Orestes Quércia e o tucano Serra, Lula faria algum gesto de aproximação com o PMDB de São Paulo. O presidente da Câmara, Michel Temer (SP), é cotado para vice de Dilma.

Lula vai atuar após o freio que ele mandou dar no PT. Em reunião, o partido decidiu adiar para fevereiro do ano que vem o lançamento de candidaturas. Ou seja, dará tempo ao presidente para uma intervenção direta a favor da aliança nacional PT-PMDB.

 

 

Folha

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