Em meio às discussões no STF (Supremo Tribunal Federal) sobre a possibilidade de prisão imediata dos condenados no mensalão, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira (13) que pretende "falar algumas coisas" sobre o que é considerado o maior escândalo de corrupção de seu governo, mas que só o fará após o final do julgamento.

"Tenho dito para todo mundo: eu, quando terminar toda a votação sobre o mensalão, aí eu quero falar algumas coisas que eu penso a respeito disso", disse Lula, que conversou com a imprensa após um encontro com militantes do PT em Campo Grande.

Questionado sobre a possibilidade de prisão dos condenados, Lula disse "não ter autoridade para fazer qualquer julgamento sobre qualquer decisão de uma Corte suprema".

"Ou seja, na hora que ela tomar a decisão, está tomada a decisão. Eu obedecia como presidente, acatava, acato como cidadão brasileiro", completou.

Sobre o desejo de expressar suas avaliações sobre o caso, Lula disse que não o fará antes do final do julgamento "pelo fato de ter sido ex-presidente e ter indicado vários ministros que estão lá [no STF]".

 

 
 
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O JULGAMENTO Em 2012, o STF condenou 25 réus por participação no mensalão, esquema de compra de apoio no Congresso criado para garantir sustentação ao governo Lula

EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Em setembro, os ministros terminaram de julgar os embargos de declaração, recurso usado para esclarecer aspectos da sentença. Três réus tiveram as penas reduzidas

SEGUNDOS EMBARGOS Agora, o STF julgará nova leva de embargos de declaração. A análise desses recursos pode encerrar o processo para 13 réus, que terão esgotado as possibilidades de contestação da sentença

EXECUÇÃO DAS PENAS Apesar de não terem direito aos embargos infringentes, alguns desses réus apresentaram o recurso mesmo assim. Caso o plenário da corte rejeite os pedidos, 13 réus terão de passar ao cumprimento das penas

EMBARGOS INFRINGENTES Para os outros 12 réus do mensalão, ainda é possível pedir a revisão de parte das condenações impostas por placar apertado entre os ministros da corte. A análise desses recursos, conhecidos como embargos infringentes, só deve ocorrer em 2014

 

Folha Press

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