Na chegada ao Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) de Brasília, na manhã desta quarta-feira (18), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva quebrou o protocolo de segurança e desceu do carro para conversar com um grupo de manifestantes que o aguardava na entrada da sede provisória do governo.

Composto de estudantes de medicina que se formaram em Cuba, o grupo cobra maior celeridade do governo no reconhecimento dos diplomas de medicina obtidos fora do país. “Somos médicos e médicas formados em Cuba. Desde 2005, se graduou a primeira turma e a gente não tem conseguido fazer o processo de revalidação do diploma. Por isso resolvemos vir a Brasília”, explica Ana Marta, da Bahia.

 

“Já falaram com o Gilberto Carvalho (chefe de gabinete da presidência)? Vou cuidar da questão de vocês com carinho”, disse o presidente. Lula tirou fotos com os manifestantes e se comprometeu a receber um grupo de representantes. O presidente chegou a brincar com um deles, simulando examiná-lo com um estetoscópio, aparelho usado, por exemplo, para ouvir os batimentos cardíacos.

 

Segundo o grupo, já foram publicadas duas portarias para encaminhar a questão e mesmo assim o impasse permanece. O projeto faz parte de um plano piloto do Ministério da Saúde, em que os formandos têm que fazer uma prova para ter reconhecido o curso feito em Cuba. O grupo de representantes da Comissão Nacional de Médicos e Médicas graduados em Cuba pela Escola Latino-Americana de Medicina deve ser recebido por Lula ainda nesta quarta-feira.

 

Lula não quis dar declarações à imprensa sobre o que poderá ser feito nesse caso. Depois de conversar por quase dez minutos com o presidente, os manifestantes gritaram o seu nome: “Um, dois, três: Lula outra vez”.
 

G1

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