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Lista do assombro da Odebrecht causa tensão em todas as esferas de poder

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 Trechos vazados aos poucos das negociações de colaboração premiada de Marcelo Odebrecht e de altos executivos da empreiteira aos investigadores da Operação Lava-Jato têm causado calafrios em todas as esferas de poder. O potencial de estrago é alto e deve chegar a grandes nomes do PT, PMDB, PP e PSDB. Informações divulgadas até aqui indicam pelo menos 13 governadores, 36 senadores e mais de 100 deputados. Entre os citados como supostos beneficiários de propinas em campanhas eleitorais, estão a presidente afastada, Dilma Rousseff, o presidente interino, Michel Temer, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o senador Aécio Neves e o ministro José Serra. Além de tirar o sono de políticos, a tão esperada delação do herdeiro da maior construtora do Brasil atrapalha a expectativa de qualquer cenário para as eleições de 2018.

Ontem, reportagem do jornal O Globo trouxe mais um nome para a lista do assombro: Guido Mantega. A empresa teria pago pelo menos R$ 100 milhões em propina para o PT em negociações intermediadas pelo ex-ministro da Fazenda, homem de confiança de Dilma Rousseff. Os repasses teriam sido realizados por meio do Setor de Operações Estruturadas da holding, chamado pelo Ministério Público Federal (MPF) de “escritório de lavagem e pagamento de propina”. De acordo com o jornal, executivos da Odebrecht fizeram os pagamentos em troca de benefícios, como leis que preveem a desoneração da folha de pagamentos e a redução de imposto de renda sobre o lucro de empresas brasileiras no exterior.

Por meio de e-mails, investigadores da Lava-Jato já haviam identificado a influência da Odebrecht na aprovação de medidas que beneficiavam a empresa. Segundo a reportagem, em 2014, Odebrecht encaminhou uma mensagem a um dos assessores de Mantega, Sérgio Eugênio de Risios Bath, com observações sobre a Medida Provisória 647/2013, que tratava das regras para redução da alíquota do imposto de renda sobre lucros no exterior de empresas brasileiras. Outras mensagens identificaram o caminho da negociação, inclusive, com o então presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para a aprovação do projeto.

“Eles vão ter que explicar de que forma, como, onde, quem entregou, quem recebeu, com quem tratou e que documentos provam o que estão dizendo. Se não fazem isso, perdem a delação e vão para a cadeia”, respondeu ao Globo o advogado de Mantega, José Roberto Batochio, que repeliu e rechaçou a acusação.

A expectativa em relação às delações da Odebrecht se arrasta desde março, quando a empresa divulgou um comunicado. “Esperamos que os esclarecimentos da colaboração contribuam significativamente com a Justiça brasileira e com a construção de um Brasil melhor.” Na cadeia desde 19 de junho de 2015, Marcelo Odebrecht, o homem citado pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado como “o dono do Brasil”, foi condenado a 19 anos e 4 meses de prisão por corrupção, lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa.

 


Redação

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