Acho que quem mais soube avaliar o resultado do encontro entre o ex-governador Cássio e deputados aliados não foi nenhum cientista político ou jornalista da área. Foi o governista Trocolli Junior. “Foi só pra encher linguiça”, debochou ele.

Pior que tem razão. Pareceu mais uma obrigação do ex-governador de agendar alguma coisa pra driblar as críticas de aliados do que uma determinação de principiar uma estratégia eficaz de reconquista do governo estadual pelo grupo.

Não precisava de uma longa reunião para decidir a realização de pesquisas para avaliar o desempenho dos dois pré-candidatos ao governo do grupo – os senadores Cícero Lucena e Efraim Morais. É tão lógico e natural esse tipo de instrumento em ano pré-eleitoral que vira rotina entre os partidos e grupos unidos que tenham mais de um pretendente ao cargo.

A reunião foi uma decepção em termos de fato político. Mas não deixou de ser interessante o reaparecimento de Cássio em reuniões de tomadas de decisão – ainda que tão óbvias. O grupo precisa de sua presença e da pregação – também óbvia – da necessidade de união das oposições. Até porque o homem tem voto e é considerado imbatível para o Senado em 2010.

Trocolli, é forçoso admitir, tem razão. Sobrou linguiça no cardápio da reunião quase restrita ao arroz com feijão. Uma conversa sem pimenta, sem tempero, mas pelo menos regada a uma primeira dose de otimismo e esperança.

E quer saber? Melhor lingüiça do que “porre” de picolé de chuchu todo santo dia.

Desculpas

Minhas desculpas à longa pausa na coluna. Culpa do feriadão, que estimula a preguiça. Mas ontem, quando eu deveria atualizar o blog, minha idosa mãe hospitalizou-se. Sobrou a madrugada de hoje para escrever.

 

 

Deixe seu Comentário
Notícias relacionadas

Galdino confirma articulação para derrubar veto sobre desconto em mensalidades escolares

Após a informação de que o Governo da Paraíba pretende vetar o Projeto de Lei 1.696/2020 que trata da redução das mensalidades de escolas e universidades privadas, enquanto as aulas…

Opinião – Depois da pandemia virá a mais difícil tarefa para os governantes: o ressurgir das cinzas

A tarefa prevista para os chefes de Executivo, em todos os níveis, para o pós-pandemia, não é missão para qualquer um. Principalmente no tocante aos governadores de Estado. Ao final…