Por pbagora.com.br

Cagepa privatizada. Esta é previsão que o líder da bancada da Oposição na Assembléia Legislativa, Manoel Ludgério (PDT) fez, na tarde desta quarta-feira (15), como o próximo ato do governo Maranhão III.

De acordo com o parlamentar, o governador José Maranhão está utilizando um discurso, indicando a precariedade do órgão, para, em um futuro próximo, privatizar a Companhia de Água e Esgotos na Paraíba, sob a alegação de que o órgão não conseguirá sobreviver com as próprias pernas.

Revoltado, Ludgério esclareceu que irá tornar publica a pretensão do atual governador em privatizar o órgão. Para isso, esclarecerá para a população, durante uma sessão especial a ser realizada ainda neste mês, que os débitos do órgão são ocasionados por calotes realizados pelos correligionários do governador José Maranhão. As prefeituras de Campina Grande, Patos, Guarabira e Santa Rita são as administrações que despontam na lista de devedores ao órgão.

“Os correligionários do governador José Maranhão são os principais caloteiros da Cagepa, se estas quatro prefeituras quitassem seus débitos, o órgão respiraria tranqüilamente”, enalteceu.

Conforme dados apresentados pelo parlamentar, a prefeitura de Campina Grande detém um débito de R$ 22 milhões junto a Cagepa, já a prefeitura de Patos abarca um montante equivalente a R$ 1 milhão em débito. Em contrapartida, as prefeituras de Guarabira e Santa Rita devem cerca de R$ 2,5 milhões cada ao órgão do Estado.

“Em vez de o governador fazer um discurso para privatizar o órgão, deveria cobrar a divida de seus correligionários e levantar novamente a Cagepa como um bom e rendoso órgão do Estado” desabafou.

Sessão Especial

O requerimento requisitando a realização de uma sessão especial para discutir o tema já foi aprovado no plenário da Assembléia Legislativa. A sessão será realizada na Câmara Municipal de Campina Grande com a data a ser marcada. O deputado, autor da propositura irá convidar todas as autoridades competentes para debater as dívidas do órgão e a possibilidade de privatização da Companhia.

 

PB Agora

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