Um crime contra a soberania nacional. Foi assim que o deputado federal Julian Lemos (PSL) tratou, durante entrevista nesta terça-feira (11), os vazamentos das mensagens entre o ministro da Justiça, Sérgio Moro, e procurador da República, Delton Dallagnol, no âmbito da Operação Lava Jato e que tinham como principal alvo os processos contra o ex-presidente Lula (PT).

Para o parlamentar, o conteúdo das mensagens não diz nada de anormal, ao contrário do ato da divulgação, que, nas palavras do deputado, se tratam de crime contra uma das autoridades mais importantes do país. Julian ainda defende que os responsáveis pela divulgação sejam punidos. Ele até levanta a tese de que o Brasil não é um país sério e por isso que ainda não houve punições. 

“Eu achei um absurdo, não as mensagens, mas o modo como foi feito. Ali está tudo muito seletivo. Eu tive conhecimento de algumas partes e ali não foi nada não republicano. Os jornalistas, por exemplo, trabalham em cima de sigilo durante 24h. Imagine um celular de um de vocês sendo invadido? Imaginem? Então isso é um absurdo. Em um país sério isso teria um preço muito alto. É a mesma coisa de eu querer forçar o jornalista a me dizer qual foi a fonte da informação. Embora não sejam conversas não republicanas e eu volto a dizer. Por isso, eu são só confio no ministro Moro, como sei que o presidente confia muito, e o povo brasileiro do bem confia em Sérgio Moro”, disse.

O deputado acredita que a esquerda está orquestrada para montar em cima do fato e usá-lo para ‘tirar os pecados do ex-presidente Lula, que foi condenado por corrupção e lavagem de dinheiro.

“Querem pegar agora um fato desse e querem tirar os pecados do Lula por causa dessa conversa. E daí que teve (a conversa)? Há se todo brasileiro tivesse seu telefone hackeado para se ver exposto o que se conversa por aí. Para mim o absurdo não está no que estava no telefone do ministro, mas sim na forma como foi conduzido. Acho até que se trata de um crime de soberania nacional”, emendou.

Julian defendeu medidas enérgicas na segurança das informações e lamentou a que situação chegou o país. “Eu quero dizer o seguinte: se rackearam o celular do ministro da justiça, qualquer pessoa poderá ter sua privacidade jogada na lama”, finalizou.

 

PB Agora

 


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