Por Wellington Farias

Pelo que indicam os últimos lances de aparições públicas dos dois, o governador João Azevêdo e o seu antecessor Ricardo Coutinho estavam apenas brincando de Tom e Jerry. A frenética platéia das oposições estava se divertindo bastante, mas durou pouco a encenação do aparente rompimento político entre o criador e a criatura.

Quando já se dava praticamente como certo o tal rompimento e os foguetões oposicionistas pipocavam celebrando, na mais movimentada assembléia do Orçamento Democrático realizada no Espaço Cultural, em João Pessoa, no sábado, eis que RC e JA triunfalmente chegam ao ambiente quase de mãos dadas. Nos discursos trocaram elogios e confirmaram que estão juntos e misturados em nome do projeto político-administrativo.

Na quarta-feira, João e Ricardo se mantiveram distantes e indiferentes (coloquem aspas aí) nas arquibancadas do Almeidão para torcer pelo Botafogo contra o Fortaleza, reforçando a “convicção” oposicionista de que estariam em vias de rompimento.

Em meio a todo esse jogo de faz de conta, porém, ninguém arrisca afirmar como está, de fato, a relação entre João e Ricardo.

Nós da imprensa não temos tido a competência necessária para mergulhar na apuração dos fatos. Sobretudo depois dos avanços tecnológicos, que são fantásticos, nos acomodamos e deixamos de ir direto ao aos acontecimentos; optamos pela lei do menor esforço, de modo que não procuramos mais chegar o mais perto possível do real, apelando para o celular e zap zap, canais pelos quais ninguém se arrisca a dizer muito dada a vulnerabilidade da privacidade.

Tem fogo?

É possível que haja algum grau de insatisfações na relação de RC e JA? Pode ser, sim, o que seria natural, até certo ponto, quando um sucede a outro no governo. Já dizia Tarcísio Burity que o único governador do Brasil que não brigou com o seu antecessor foi Tomé de Souza, porque ele foi o primeiro e, portanto, não houve ninguém antes.

Mas, analisando-se com bom senso, é provável que não haja um rompimento. Seria entregar o ouro ao bandido, ou seja: atender a maior aspiração das oposições. A menos, é claro, que Ricardo Coutinho queira exercer alguma influência (ou poder) sobre a gestão de João Azevêdo, que já fala num tom de autonomia e busca imprimir a sua própria marca de gestão.

Ego

Ricardo e João Rompendo também dariam uma demonstração cabal de que os egos valem mais do que o projeto em si. O projeto do PSB (leia-se Ricardo Coutinho) indiscutivelmente foi muito bom para a Paraiba, sobretudo para enfrentar a crise que este País atravessa há alguns anos.

Prudência

De qualquer maneira, não é prudente essa brincadeira de Tom & Jerry. Vai que alguém passa da conta e provoca uma reação brusca demais de alguma parte…

Não é só a oposição que torce para um rompimento de Ricardo Coutinho com João Azevedo. Na própria base aliada do governo há parlamentares que até sugerem que este seria o melhor caminho para a gestão de João Azevedo. No G10, principalmente.

Campina, sempre Campina

Com o Ginásio do Morumbi quase lotado, a equipe da Unifacisa, paraibana de Campina Grande conquistou o título da Liga Ouro de Basquete 2019. Uma proeza e tanto da equipe campinense. Placar: 80 a 78.

Mediante a conquista deste honroso título, a equipe de Campina Grande passa a disputar a Novo Basquetebol Brasil (NBB), a competição mais importante da modalidade aqui no Brasil.

Dá-lhe Campina!!

Trabalho

A partir desta segunda-feira, João Pessoa terá mais duas Varas do Trabalho: a 12ª e da 13ª Varas, no Fórum Maximiano Figueiredo, em João Pessoa. A solenidade de instalação está programada para as16h.

Nesta terça-feira, às 9h, será instalada a 2ª Vara do Trabalho no Fórum José Carlos Arcoverde Nóbrega, em Santa Rita e, no mesmo dia, às 16h, será entregue a 7ª Vara do Trabalho do Fórum Irineu Joffily, em Campina Grande.

 

Wellington Farias

 


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Por Wellington Farias

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