Em entrevista a uma emissora de TV da capital, na noite de ontem (12), o governador João Azevêdo (PSB), falou sobre as principais ações de governo, bem como destacou que não cederá a pressão do presidente da República Jair Bolsonaro (PSL) que sugeriu que para os governos estaduais receberem recursos tem que estar alinhados com seu governo. O gestor estadual também teceu críticas as declarações de Bolsonaro contra a formação do Consórcio Nordeste.

Quando indagado sobre o tratamento concedido por Bolsonado em relação à Paraíba, que já culminou no cancelamento de recursos para a dragagem do Porto de Cabedelo, construção de barragens, entre outras obras, João Azevêdo disse que vai a Brasília em busca de construir uma relação republicada, em “busca daquilo que a Paraíba tem direito”.

“Queremos uma relação republicana sim. Não há como uma relação entre a Presidência da República e os governos estaduais acontecerem diferente. Não podemos imaginar que algum estado seja descriminado por causa de posição política do seu governador. É um contrassenso. Não quero isso, vou buscar a todo tempo aquilo que o Estado tem direito. Uma boa relação institucional é obrigação do gestor”, afirmou o socialista.

O governador opinou também sobre a recente declaração de Jair Bolsonaro, que disse que não vai punir os estados, porém, cobrou o alinhamento político, principalmente dos governadores da Paraíba e o do Maranhão, Flávio Dino, para a liberação de recursos federais para obras executadas pelas respectivas administrações estaduais.

“Não podemos concordar com frases do tipo: ‘os governadores da Paraíba e do Maranhão só terão recursos se estiverem alinhados com o presidente Jair Bolsonaro’. Eu não tenho obrigação de estar alinhado com o presidente. Eu tenho obrigação de estar alinhado com o povo do meu Estado e não com a figura do presidente. Ele é de um outro partido, eu respeito, mas não preciso estar alinhado [politicamente] para receber recursos da União. Espero aquilo que o Estado possa receber por direito e não por favor”, disse.

Já sobre o Consórcio do Nordeste, outro alvo de críticas de Jair Bolsonaro, João Azevêdo disse que a criação do Consórcio Nordeste não representa um movimento oposicionista ao presidente da República, “mas uma forma de concentrar uma série de investimentos em conjunto para a região. Estados precisam de recursos para investimentos”.

 

Redação

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