O governador da Paraíba João Azevêdo (Cidadania) fez uso das suas redes sociais na noite de ontem (25), para analisar segundo ele, as graves alegações do ex-ministro da Justiça Sergio Moro e pede investigações sobre possível interferência política do presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal. João se uniu a outros governadores e vice de cinco estados que consideraram gravíssimas as denúncias.

“As denúncias do ex-ministro Sérgio Moro são graves e precisam ser apuradas. Em meio ao combate à pandemia do coronavírus era tudo que o Brasil não precisava: divisão, acusações e perda de foco no inimigo comum neste momento”, disse João Azevêdo.

Noutro post o governador da Paraíba deu prosseguimento a sua preocupação: “Mas nossas instituições precisam estar atentas, também, para preservar a democracia, independente de turbulências políticas e administrativas.” Veja o post:

https://twitter.com/i/status/1254169369648803840

Além disso, os governadores dizem que a crise aberta com a saída de Moro da pasta é inoportuna num momento em que os esforços do governo federal deveriam estar canalizados no combate à pandemia de coronavírus.

O vice-governador de São Paulo, Rodrigo Garcia (DEM) disse que com a saída de Moro fica mais difícil a interlocução de governos estaduais com a União num momento de guerra de narrativas entre governadores e o presidente sobre a estratégia de retomada da economia. “A crise de saúde está sendo piorada por uma guerra de narrativas entre governadores e o presidente na questão do isolamento, o que dificulta a vida dos governadores. Com a saída de Moro esse trabalho fica mais difícil. Moro simboliza o combate à corrupção e a esperança de um Brasil passado a limpo e melhor para as gerações futuras. A sociedade brasileira fica perplexa com essa saída num momento de crise.”

Para o governador mineiro Romeu Zema (Novo), as interferências na PF citadas por Moro são um retrocesso político. “Há um Brasil até a Lava-Jato e outro pós Lava-Jato. Desde toda pessoa que está no setor público sabe que pode sofrer consequências se não agir bem. Ir contra isso é lamentável.”

Ronaldo Caiado (DEM), de Goiás, a saída de Moro afeta o combate à pandemia. “A tomada de decisão (pela saída de Moro) é inoportuna e só dificulta a construção de harmonia politica. A hora de é fazer o essencial, que é salvar vidas”, disse.

Para Eduardo Leite (PSDB), do Rio Grande do Sul, a saída de Moro desvia a atenção do combate ao vírus e deve retardar a retomada da economia. “A saída de Moro se torna mais grave na forma de como ministro sai, fazendo uma denúncia de interferência na Polícia Federal, algo grave e que requer investigação. A crise política agora tumultua, desviando atenção e energia que já deveria estar concentrada na crise sanitaria e econômica”, afirmou.

Helder Barbalho (MDB), do Pará, diz estar preocupado com os desdobramentos da crise. “Assisto com preocupação essa crise. Espero que governo não perca o foco no combate ao coronavirus. Temos que nos unir e não deixar que divergências políticas comprometam o combate ao coronavírus”, comentou.

 

Redação

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