Por pbagora.com.br

O candidato a Prefeitura de João Pessoa, João Almeida (Solidariedade) fez sérias insinuações contra Walber Virgulino (Patriotas), também candidato ao pleito municipal, sobre o caso do assassinato de Bruno Ernesto, em entrevista concedida nesta sexta-feira (9).

João declarou que a bala que matou a vítima teria saído da Secretaria de Segurança Pública da Paraíba, pasta que Wallber assumiu dois meses depois do ocorrido e não teria tido a “curiosidade” de investigar o caso.

“O menino foi morto em setembro de 2012. Wallber assumiu a secretaria dois meses depois. Ele não teve nem a curiosidade. Arquivaram o processo do rapaz. Ele foi morto por queima de arquivo. Roubaram mais de R$ 60 milhões da nossa cidade e não tem internet em canto nenhum. O Joãozinho não tem internet, porque roubaram nosso dinheiro a 16 anos atrás”, afirmou.

O João afirmou que esse foi um dos motivos pelo qual Wallber não teria enfrentado o ex-governador e também candidato Ricardo Coutinho (PSB). Para ele, outro motivo para Wallber ter ficado “mansinho” diante do socialista, serio o fato dele ter o “rabo preso” com a Operação Calvário.

“Ele ficou assim porque tem rabo preso com a Calvário. Ele foi secretário da Calvário. Fizeram uma queima de arquivo de Bruno Ernesto e a bala que matou o rapaz saiu da secretaria que Wallber era administrador. Isso é grave e está nos autos. Ele tem que se explicar. O cara assume uma secretaria, em um governo de esquerda e agora é de extrema direita. Como assim?”, questionou.

A Operação Calvário, desencadeada pela Polícia Federal em dezembro de 2018 com o objetivo de desarticular uma organização criminosa infiltrada na Cruz Vermelha Brasileira, na qual Ricardo é investigado.

Sobre o caso Bruno Ernesto 

Quando foi assassinado (em 7 de fevereiro de 2012), Bruno Ernesto era diretor de Infraestrutura e Suporte da Prefeitura de João Pessoa, por isso sua inevitável associação com o escândalo do Jampa Digital, já que ele era um dos coordenadores do programa que, dois anos depois, foi escândalo nacional, com uma extensa reportagem do Fantástico (Rede Globo). Mais em https://goo.gl/q8u8Jd.

Naquela noite de fevereiro, por volta das 19h, Bruno foi sequestrado pela quadrilha próximo à sua residência, no bairro dos Bancários, colocado na mala do próprio carro (um Corsa Sedan) e levado a uma área deserta da Zona Sul.

Após se apropriarem de seus bens, inclusive um notebook, ele foi assassinado com um tiro na nuca, mesmo pedindo para não ser morto. Revelação de um dos criminosos. Também restou comprovado que eles sabiam de toda a rotina de Bruno, antes de executar o plano. Tinham, como se suspeitou, informações privilegiadas sobre seu trajeto.

Eles foram presos, quando dirigiam o carro por um bairro de João Pessoa. Segundo o inquérito, concluído poucos meses depois, o caso foi de latrocínio. Os sete foram julgados e condenados, com pena máxima. E o caso foi dado como encerrado.

Execução 

O tiro na nuca, para a Polícia, é sinal de execução. Às vezes, por encomenda. Em entrevista à Imprensa, alguns bandidos chegaram a admitir terem sido contratados para realizar “o serviço”.

Redação com assessoria

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