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Integrante da comissão de educação da Câmara, Pedro se cala diante do escândalo do MEC

O deputado federal e pré-candidato a governador Pedro Cunha Lima (PSDB), que já presidiu a Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, foi questionado ontem (22), tanto por suas redes socais, como pela sua assessoria a comentar a prisão do ex-ministro do MEC, Milton Ribeiro, preso durante a operação Acesso Pago, que investiga um esquema de corrupção e tráfico de influência para a liberação de verba dentro da pasta. Pedro, que recentemente esteve em solenidade com o presidente Jair Bolsonaro na Paraíba, preferiu se calar diante do escândalo do MEC.

Aproximação de Pedro com Bolsonaro -Questionado sobre esse escândalo, Pedro não respondeu aos inúmeros apelos da reportagem, bem como sua assessoria. Recentemente a Folha de São Paulo trouxe que o tucano paraibano teria iniciado um movimento de aproximação com o presidente Jair Bolsonaro, onde há poucos dias, Pedro prestigiou Bolsonaro numa solenidade na cidade de Itatuba (110 km de João Pessoa). Confira detalhes: https://paraibaonline.com.br/politica/2022/05/09/folha-de-sao-paulo-pedro-cunha-lima-se-aproxima-de-bolsonaro/

Em 2019, quando presidia a Comissão de Educação da Câmara, Pedro criticava veementemente o MEC na gestão Bolsonaro. O que surpreende com o silêncio do parlamentar sobre esse caso. Veja mais detalhes: https://www.pbagora.com.br/noticia/politica/pedro-cunha-lima-acusa-mec-de-promover-revanche-ideologica-com-reducao-de-recursos-da-educacao/

Entenda mais sobre a prisão de Milton Ribeiro – Milton foi preso, na manhã desta quarta-feira (22/6), o ex-ministro do MEC, Milton Ribeiro, durante a operação Acesso Pago, que investiga um esquema de corrupção e tráfico de influência para a liberação de verba dentro da pasta. Ribeiro estava sendo investigado desde a divulgação de áudios, em março, em que o ex-ministro falava sobre o favorecimento de municípios que negociavam verbas com pastores, que não tinham cargos no governo. Os áudios foram divulgados pelo jornal Estado de S. Paulo.

A Polícia Federal investiga o envolvimento de Ribeiro na liberação de verba no MEC. Ele também está sendo investigado por suspeitas de corrupção passiva, prevaricação, advocacia administrativa e tráfico de influência. Os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura também são alvos da operação. Em março, em depoimento à PF, Ribeiro confirmou que recebeu o pastor Gilmar a pedido de Bolsonaro mas, no entanto, negou que houve favorecimento na reunião.

Na época, Jair Bolsonaro chegou a falar sobre as investigações contra Milton Ribeiro. “Porque não tem corrupção no meu governo porque a gente age dessa maneira. A gente está um passo à frente. Não pode chegar em alguém e falar que ‘ah você está desviando’. Tem que ter provas. O Milton [Ribeiro] tomou as providências”, afirmou o presidente. Bolsonaro afirmou ainda que colocaria a “cara toda no fogo por Milton”.

 

Da Redação

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