O Conselho de Ética do PPS da Paraíba vai se reunir hoje à tarde para começar o julgamento da vereadora pessoense Eliza Virgínia. A parlamentar foi acusada por outro filiado, Olívio Santos, de cometer infidelidade partidária ao destoar das orientações da sigla tanto fazendo oposição ao prefeito Luciano Agra (PSB) em João Pessoa, quanto na campanha eleitoral, quando apoiou a candidatura à reeleição de José Maranhão (PMDB) ao invés de se integrar aos demais colegas, que trabalharam pela eleição de Ricardo Coutinho.

– Hoje será a primeira reunião do conselho de ética para ouvir o colega Olívio, que formulou a denúncia e alegou que as posturas da vereadora são contra a nossa orientação estadual e municipal. Os filiados e detentores de mandato devem cumprir as determinações do partido, sob pena de ter negativa de legenda para as eleições do 2012 e até a expulsão. Acredito que se os partidos não tomarem as rédeas da disciplina e do comportamento de seus filiados, quem haverá de tomar? Se alguns partidos estão sendo desleixados, o PPS é rigoroso – disse o vereador Bruno Farias, líder do bloco governista na Câmara.

Bruno, contudo, não participa do Conselho de Ética.

Eliza e seu pai, o deputado estadual Nivaldo Manoel, vêm de uma luta interna com o presidente estadual do PPS, José Bernardino. O deputado, que trocou o partido pelo PMDB, sofreu uma ação de infidelidade partidária e chegou a ter a cassação aprovada pelo TRE da Paraíba, mas recorreu e tem conseguido continuar no exercício do cargo sob força de liminar obtida no Tribunal Superior Eleitoral, que não chegou a julgar o mérito da ação. Nivaldo não conseguiu se reeleger e deixará a Assembleia Legislativa no dia 1º de fevereiro.

 

Redação

  • com parlamentopb
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