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Governo destrava negociações e libera indicações para 2º escalão

Depois do desgaste provocado pela disputa por cargos entre PT e PMDB, peemedebistas e petistas insatisfeitos foram enquadrados e liberados, por ora, a voltar a negociar postos de segundo escalão, como estatais e agências reguladoras. A própria presidente Dilma Rousseff havia determinado a paralisação de todas as nomeações até fevereiro, insatisfeita com o fato de a briga entre as duas legendas ter chegado até a Coordenação Política, instância que reúne os principais conselheiros da presidente e colegiado no qual o PMDB pleiteava entrar.

A trégua foi intermediada pelo vice-presidente Michel Temer e pelo ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, que se reuniram na manhã desta terça-feira no Palácio do Planalto e convocaram o ministro de Relações Institucionais, Luiz Sérgio, e o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN).

A pesada articulação de Palocci, que ontem já havia se reunido com a cúpula peemedebista para conter o apetite do aliado, foi refletida também na decisão de não abrir a Coordenação Política para outro representante do PMDB que não o próprio Temer, presidente licenciado do partido. Os ministros de Minas e Energia, Edison Lobão, e da Defesa, Nelson Jobim, chegaram a pedir para serem o representante da legenda na Coordenação, mas não foram atendidos.

Na tarde desta terça-feira as negociações para o segundo escalão voltam à tona com Henrique Alves retomando as tratativas sobre o controle da Fundação Nacional da Saúde (Funasa). Tradicional reduto do PMDB, a autarquia chegou a ser a razão de um bate-boca na semana passada com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Também na queda de braço entre PT e PMDB, os peemedebistas chegaram a demonstrar o nível de insatisfação com os pleitos de cargos não atendidos alegando que precisavam ser "convencidos" a não votar um valor maior que os R$ 540 definidos para o salário mínimo.
 

 

Terra

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