O deputado estadual João Bosco Carneiro, do PPS, apesar de integrar a bancada governista, divergiu, durante entrevista na tarde desta quarta-feira (03), da decisão do presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, Adriano Galdino (PSB), respaldada pelo colegiado de líderes, de cortar o ponto dos parlamentares que, mesmo estando presentes na Casa, estivessem ausentes das votações em plenários.

Para ele, a decisão cerceia a liberdade do parlamento que tem, regimentalmente, a prerrogativa, seja de quebrar o quórum, seja de obstruir as votações no legislativo estadual.

“Discordo da questão do corte de ponto, por exemplo: o deputado está presente na sessão, e na hora da ordem do dia é um instrumento normal do parlamento obstruir determinada votação, isso é regimental. O deputado naquele momento, se porventura tiver que se ausentar e ter o ponto cortado, eu acho que tem que ser reavaliado caso a caso, até porque repito, essa questão de quebra de quórum, obstrução de votação é normal do parlamento”, ressaltou.

Segundo o deputado, o ponto só deve ser cortado em caso de ausência na Casa de Epitácio Pessoa.

“Faltar ao trabalho, aí sim tem razão o corte de ponte, a fim de que haja disciplina. Agora a questão de votação e quebra de quórum faz parte do parlamento é uma prerrogativa do parlamento”, asseverou. As declarações de Bosco foram veiculadas na Arapuan FM.

A medida de corte de ponto por ausências em plenário, durante a votação, passa a valer a partir da próxima terça-feira (09).

 

PB Agora

 


Veja como adquirir a certificação digital para pessoa física sem burocracia

 

Deixe seu Comentário
Notícias relacionadas

Análise: pesquisa aponta que João Azevêdo e Ricardo são as maiores lideranças do Estado, segundo os paraibanos

De acordo com pesquisa qualitativa realizada pelo Instituto Consult, João Azevêdo e Ricardo Coutinho aparecem como maiores lideranças políticas no momento atual da Paraíba. Este dado demonstra que, pelo menos,…

Candidatura própria do PT/CG sofre rejeição no grupo: “Sem expressão”

O comando do Partido dos Trabalhadores de Campina Grande, mais uma vez deve partir rachado numa eleição na cidade. Seguindo seu histórico de divisão o diretório comandando atualmente pelo professor…