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Frei diz que Bolsonaro abandonou as universidades públicas

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O deputado federal Frei Anastácio (PT/PB) lembrou recente reunião virtual, com reitores de 30 universidades federais, onde os mesmos expuseram uma realidade contraproducente: até dezembro, poderão ser obrigados a fechar as instituições por falta de recursos suficientes para geri-las, devido aos constantes corte de verbas do governo Bolsonaro.

“Nas universidades públicas, falta dinheiro para tudo: para gastos com o essencial, como contas de água, segurança, limpeza e luz, até incentivo aos pesquisadores. Desde que assumiu o governo, Bolsonaro vem atacando, cruelmente, as universidades com redução do orçamento. Tudo isso com um objetivo claro, que é o de inviabilizar o ensino público superior para beneficiar a iniciativa privada”, disse Bolsonaro.

De acordo com o parlamentar a redução dos recursos federais destinados às instituições de ensino superior no país caiu a quase um terço do que era no período de Dilma Housseff (PT), quando o orçamento foi de quase R$ 12 bilhões. “Isso (precariedade financeira) trará danos graves para 500 mil alunos e toda a pesquisa científica. Para evitar que essa tragédia ocorra, seria necessário o desbloqueio de pelo menos R$ 1,3 bilhão, chegando a R$ 5,6 bilhões, que foi o orçamento destinado em 2020. Esse é um valor completamente viável para ser liberado. O governo não faz se não quiser”.

Frei destacou ainda que, Bolsonaro abandonou 20 mil estudantes que vivem em alojamentos de 40 universidades públicas no país. “Os alunos estão passando por privações. Eles enfrentam violência e até falta de comida nos alojamentos. Esse abandono dos estudantes está ocorrendo porque, no governo Bolsonaro, houve uma redução drástica no volume de recursos para a assistência estudantil. Além de sucatear as universidades, ele também esqueceu os alunos pobres que dependem dos alojamentos para estudar. Sem esses locais para morar e a ajuda estudantil, esses universitários não têm como continuar estudando”, explicou.

Frei Anastácio lembrou que no governo Bolsonaro, a assistência estudantil é a menor dos últimos 10 anos. “No último ano do governo Dilma, antes do golpe, o orçamento para assistência estudantil foi de 1,2 bilhão. No governo Bolsonaro, esse valor caiu para R$ 865 milhões. Esse montante não é suficiente nem para alimentar os internos. Eles estão vivendo em situação de miséria”, disse.

O parlamentar lembra que além da preocupação financeira e sanitária, estudantes ainda precisam se preocupar com violência física, já que  há relatos de tentativas de estupros próximos aos alojamentos. “Com a redução de pessoas circulando dentro dos campi e a diminuição de guardas no local, as pessoas, principalmente as mulheres, precisam ainda lidar com o medo de serem vítimas de crimes”, disse.

Redação

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