O senador José Maranhão (PMDB-PB) vai renunciar esta tarde ao seu mandato no Senado Federal para assumir o governo da Paraíba em substituição a Cássio Cunha Lima (PSDB) –que teve a confirmação da cassação de seu mandato na noite de ontem pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A Folha Online apurou que Maranhão vai esperar até o último momento para entregar sua carta de renúncia no Senado para evitar a perda da cadeira no Senado caso não tome posse hoje do governo.

 

A posse de Maranhão está prevista para hoje, às 18 horas, na Assembleia Legislativa do Estado. Por esse motivo, o senador decidiu encaminhar a carta de renúncia minutos antes do horário previsto para assumir o comando do Estado –uma vez que a legislação obriga que ele já esteja afastado do Senado para ser empossado no governo estadual.

Aliados de Maranhão temem que Cunha Lima consiga liminar impedindo a posse do senador, embora o TSE tenha determinado que o peemedebista assuma imediatamente o cargo. Além disso, o senador ficou em alerta após especulações de que o presidente da Assembléia Legislativa do Estado, que é primo de Cássio Cunha Lima, teria fechado o local com a alegação de que faria a troca do ar condicionado do prédio.

O presidente interino da Assembleia Legislativa, deputado Ricardo Marcelo (PSDB), descartou à Folha Online a possibilidade de adiar a posse de Maranhão. Ambos são adversários políticos na Paraíba, mas o tucano nega constrangimentos ao afirmar que está tudo pronto no local para a posse do novo governador ainda hoje.

“Não incomoda dar posse, não [empossar Maranhão]. Estamos seguindo a decisão judicial e cumprindo o regimento interno da Casa. Já está determinada que a posse será às 18h e tudo está assegurado”, disse.

Diplomação

Maranhão já foi diplomado nesta terça-feira como governador da Paraíba, mas precisa ser empossado pela assembleia para assumir oficialmente o cargo. Cunha Lima e o vice-governador José Lacerda Neto (DEM) tiveram os mandados cassados pelo TSE por irregularidades na campanha eleitoral de 2006.

Ambos são acusados de utilizar programas sociais para a distribuição irregular de dinheiro, via cheques, em um processo denominado Caso FAC (Fundação de Ação Comunitária). Ainda cabem recursos à decisão do TSE.

Folha

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