Ninguém vinculado ao núcleo central de comando do diretório estadual dos Democratas fala abertamente neste assunto, mas o fato concreto é que faltou a presença de alguma pessoa ligada diretamente ao senador não reeleito Efraim Morais na listagem de cinco nomes constantes na chamada “Comissão de Transição”, anunciada na sexta-feira passada pelo futuro governador Ricardo Coutinho (PSB).

Ex-vice de Cássio

O nome em questão – citado por unanimidade – é o do ex-vice-governador José Lacerda Neto, cujo mandato foi cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral juntamente com o de Cássio Cunha Lima (PSDB), no dia 18 de fevereiro de 2009. Ele é pai da vereadora Raissa Lacerda (na foto ao lado, à direita), uma das parlamentares com assento na Câmara Municipal de João Pessoa mais empolgada com a vitória da coligação “Uma Nova Paraíba”.

Vaga no secretariado

O próprio Efraim Morais não confirma isso, mas se o nome dele for realmente ventilado para ocupar uma importante função no futuro secretariado ricardista, o dirigente democrata prefere abrir mão da indicação, sugerindo que este tipo de convite seja formulado a Zé Lacerda, por questão de coerência de sua parte e gratidão dos integrantes do “Coletivo Girassol” ao discreto trabalho de captação de votos feito na surdina pelo velho ex-prefeito de Jatobá (atual município de São José de Piranhas) e militante da Arena, PDS e PFL, detentor de nada menos do que onze mandatos como deputado estadual (totalizando 44 anos de atividades parlamentares ininterruptas na Assembléia Legislativa).

Governo escapou das mãos

Se Cássio não tivesse sido apeado do cargo pela decisão dos ministros do TSE, Zé Lacerda teria assumido a cadeira de mandatário-chefe do Palácio da Redenção, quando o líder tucano tivesse que – obrigatoriamente, por força da legislação em vigor, na época determinada pelos prazos do calendário eleitoral – renunciar ao restante do mandato dele, para poder se candidatar a uma vaga no Senado da República.

Candidato seria Efraim

Com os democratas encastelados no poder Executivo, o “Plano A” de Cássio seria o lançamento da candidatura de Efraim Morais para sucedê-lo, na condição de comandante das forças governistas, contra quem por ventura fosse apresentado como representante da oposição, pelo grupo encabeçado pelo então senador José Maranhão (PMDB), quer tivesse sido ele mesmo (como de fato foi, agora em 2010) ou qualquer outro postulante ao cargo de governador do Estado.

Ricardo foi a 2ª opção

Porém, deu tudo errado: como Cássio foi cassado, Zé Lacerda não assumiu a titularidade do mandato e nem Efraim tornou-se o candidato a governador ungido pelo ex-grupo situacionista que passou a ser oposição. Foi assim que surgiu o “Plano B”, com o lançamento do nome do ex-prefeito de João Pessoa, Ricardo Coutinho, aparecendo como solução do tipo “um mal necessário” para comandar a campanha desfechada a partir de então contra Maranhão.

Combatendo nova CPMF

Caminhando na contramão da proposta adotada por Ricardo Coutinho de apoiar a recriação de um imposto sobre operações bancárias nos mesmos moldes da extinta CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), o deputado federal reeleito Efraim Filho (DEM, na foto acima, à esquerda) me disse na sexta-feira passada que – se for mesmo necessário – ele votará de novo contra a recriação de outro imposto sobre cheques, ordens de pagamento, transferências entre contas, etc, semelhante à antiga CPMF, coisa que já foi proposta oficialmente pela Direção Nacional do PSB ao futuro governo da presidente eleita Dilma Roussef (PT).

Denominação muda para CSS

Em 2007, quando a CPMF tinha alíquota de 0,38%, eram arrecadados cerca de R$ 40 bilhões por ano com a contribuição. A proposta que vem sendo defendida agora pelos governadores eleitos do PSB – entre eles, Ricardo Coutinho – é voltar a financiar a saúde com a criação da Contribuição Social de Serviços (CSS), desta vez com um alíquota menor, de apenas 0,1%. Mesmo assim, Efraim Filho permanece contrário a esta idéia.

Carreatas da vitória

Efraim Filho esteve nesta sexta-feira à noite, comemorando sua vitória para a Câmara dos Deputados, em Santa Luzia e São Mamede. Neste sábado, ele fez carreata em Itaporanga, agradecendo aos eleitores locais pela votação obtida na cidade.

Em 10ª colocação

Por onde passa, “Faito” não se esquece nunca de agradecer sua votação obtida em João Pessoa (10.000), Bayeux (5.000, tornando-se o candidato a deputado federal mais bem votado na cidade), Picuí (3.000), Alhandra e demais municípios integrantes do chamado Vale do Sabugy. Ele teve mais de 87 mil votos, em toda a Paraíba, figurando como décimo colocado entre a bancada de 12 eleitos no pleito deste ano.

Auxiliar de Santa Catarina

Outra novidade que poderá surgir no futuro secretariado do governador eleito Ricardo Coutinho, a partir do dia 1º de janeiro do próximo ano, será a presença da advogada tributarista Maria Cecília, que reside atualmente em Joinville-SC, mas que está sendo cotada para assumir o cargo de secretária de Políticas Públicas para Mulheres.

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