A Comissão Executiva Nacional (CEN) do Partido Socialista Brasileiro (PSB) defendeu ontem, em Brasília, a posição da legenda como ator de destaque na governabilidade brasileira, com foco na manutenção do ciclo de desenvolvimento do País , em curso desde o início do Governo Lula. A postura foi assumida no momento em que se especula, em todo o País, qual será a composição do governo da presidente eleita, Dilma Rousseff.

“Nosso compromisso não é negociar cargos ou constranger a presidente eleita com indicações. É ajudar na governabilidade. É assim que o PSB faz política. Por isso, no governo da presidente Dilma, agiremos com a mesma correção e lealdade com que agimos no governo do presidente Lula. Deste modo, o sucesso de Dilma será o sucesso do PSB”, enfatizou o presidente nacional da sigla, o governador reeleito de Pernambuco, Eduardo Campos. "O PSB deve e vai contribuir para que a gente possa descongestionar a área do debate político, estender as mãos aos adversários, desmontar os palanques e poder contribuir para o diálogo na vida brasileira", completou.

A mesma postura foi defendida pelo vice-presidente Nacional, Roberto Amaral. “O nosso papel mais importante é garantir a governabilidade”, avaliou, ao lembrar a conduta de lideranças socialistas históricas, como Jamil Haddad, Miguel Arraes, Evandro Lins e Silva e Antônio Houaiss.

As declarações foram dadas durante reunião da CEN, que teve como pauta avaliar o resultado eleitoral deste ano e discutir as perspectivas. O evento contou com a presença de diversos deputados federais, os senadores eleitos, além dos seis governadores socialistas escolhidos pelo voto popular.

Saúde – Eduardo Campos ressaltou, ainda, que a negociação de cargos entre partidos e também com a oposição é menos importante que o problema atravessado hoje na área da saúde.

"Em vez de estar discutindo nomes, brigas de partido, o Brasil tem que enfrentar o problema da saúde. A saúde vive uma crise severa, que atinge todas as cidades, grandes ou pequenas", ressaltou. E considerou, inclusive, a possibilidade da criação da Contribuição Social para a Saúde (CSS). "Melhorar a qualidade do gasto é um desafio, mas nós precisamos de mais dinheiro na saúde. Se para isso for necessário votar uma contribuição social específica sobre movimentação financeira, nós haveremos de fazer isso", afirmou.

Seminário – Outro ponto avaliado nesta quinta-feira foi o crescimento obtido pelo Partido e os próximos passos. Segundo Roberto Amaral, o PSB precisa organizar-se devidamente, para manter o mesmo nível de crescimento obtido a cada eleição, sem perder sua identidade.

Para intensificar a troca de experiências exitosas do PSB entre os gestores socialistas e aprofundar as questões discutidas, o PSB, em conjunto com a Fundação João Mangabeira, promoverá seminário nos dias 8 e 9 de dezembro, em Brasília. “Precisamos aproximar os nossos governos, a nossas equipes. Aproximar os nossos mandatos executivos da nossa bancada no Federal, na Câmara e no Senado”, analisou Eduardo Campos.

 

Parlamentopb

Total
0
Compartilhamentos
Deixe seu Comentário
Notícias relacionadas

Análise: senadora Daniella Ribeiro é acusada de nepotismo e DNA da família não contribui para sua inocência

O que é heráldica? Bem, muito longe da explicação assertiva da cinquentona enciclopédia Barsa, tal indagação é sinônimo ou quase do saber. E isso não é “interessante” – a pesquisa…

PTB ressurge forte em Bayeux para as eleições de 2020

O Partido Trabalhista Brasileiro – PTB segue com estratégia de reestruturação para as eleições municipais de 2020. O presidente estadual Wilson Santiago esteve reunido com o ex-deputado estadual e psicólogo…