Por pbagora.com.br

“O princípio democrático que dá respaldo à legitimidade de uma possível instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) deve ser acionado quando existem indícios de determinadas ações específicas que possam comprometer e lesar o bem-estar social e econômico do povo”.

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Foi com essa linha de raciocínio que o deputado estadual Felipe Leitão, que preside o diretório municipal do DEM na Capital, fez referência à possibilidade do mecanismo legislativo ser acionado para investigar possíveis atos arbitrários, e até mesmo ilícitos, da empresa Energisa, que atua na Paraíba como concessionária no fornecimento de energia elétrica.

Leitão, em entrevista exclusiva ao PB Agora citou a importância do mecanismo, informando, em gesto republicano, estar disposto a adotar pensamento similar ao seu colega de Casa, Cabo Gilberto (PSL), que se propôs a conversar com a bancada oposicionista para buscar as assinaturas necessárias a fim de protocolar o pedido de instalação de uma CPI.

“Vou levar o tema aos colegas da bancada de situação. A partir daí, vamos observar o que acontecerá. Vamos discutir à exaustão o tema até chegar em um consenso”, frisou o parlamentar.

“É claro que estou junto nessa luta. Vou conversar com os colegas de bancada. Trata-se de uma convergência entre dois colegas. Dois parlamentares eleitos pelo povo de forma democrática. E aqui, independente de bandeiras partidárias, fomos eleitos para representar o povo, e como tal venho disponibilizando minha legislatura às questões sociais, por isso apoio qualquer expediente que possa contribuir para melhorias sociais e combate às injustiças”, salientou Leitão.

O deputado, que integra a bancada dos parlamentares integrantes do chamado G12, alinhado ao Palácio da Redenção, mas com certa autonomia à política adotada pelo Executivo, informou que cerrará fileira ao lado do seu colega de Casa, Cabo Gilberto, a fim de buscar as assinaturas necessárias para protocolar o pedido de instalação de uma CPI no intuito de investigar possíveis desmandos e atos ilícitos praticados pela Energisa.

Em tempo, a Energisa está sendo alvo de CPIs nos estados do Acre, Rondônia e Mato Grosso. As denúncias que motivaram a instalação do dispositivo nessas unidades federativas vão desde a suspeita de adulteração dos medidores de energia, contratos irregulares com órgãos fiscalizadores até o chamado “fio preto”, mecanismo fraudulento para incriminar consumidores, colocando-os na condição de furtadores de energia

Em bom português, aqueles que adotam o famoso “gato” para desviar energia elétrica sem custos e de forma criminosa.

 

Eliabe Castor
PB Agora

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