O ex-senador Lindbergh Farias (PT) foi condenado em primeira instância à suspensão dos direitos políticos por cinco anos. Cabe recurso da decisão.

O petista que é paraibano, foi condenado por improbidade administrativa, pela 2ª Vara Cível de Nova Iguaçu (RJ), por supostamente ter distribuído medicamentos com a logomarca da sua gestão -em vez do brasão oficial da prefeitura- enquanto governava o município fluminense. A Justiça considerou que a prática configurou “promoção pessoal”.

Lindbergh foi prefeito de Nova Iguaçu de 2005 a 2010, quando saiu para disputar uma cadeira no Senado.
Além da suspensão dos direitos políticos, o ex-senador também foi condenado ao pagamento de uma multa no valor de 48 vezes o salário de prefeito.

Nascido em João Pessoa, Lindbergh destacou-se no cenário nacional em 1992, quando foi presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE). Mudou-se para o Rio de Janeiro e se tornou um dos líderes do movimento estudantil dos caras-pintadas, que pedia o impeachment do então presidente, Fernando Collor de Mello. Conheceu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesse mesmo ano.

Radicado no Estado do Rio de Janeiro, Lindbergh foi eleito deputado federal em 1994 pelo PCdoB. Em 1997, ingressou no PSTU. Em seu primeiro mandato na Câmara dos Deputados, fez oposição ao governo do tucano Fernando Henrique Cardoso.

Filiado ao PSTU, apesar de expressivas votações, foi impedido de assumir dois mandatos, um na Câmara dos Deputados e um na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, pois a legenda não atingiu o coeficiente eleitoral. Em 2001, Lindbergh decidiu se filiar ao PT para apoiar a candidatura de Lula à Presidência da República. Nessa mesma eleição, retornou à Câmara dos Deputados.

Em 2004, elegeu-se prefeito do município de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, onde foi reeleito nas eleições seguintes (2008). Dois anos depois, em 2010, disputou pela primeira vez uma vaga no Senado e foi eleito em primeiro lugar pelo Rio de Janeiro.

Redação

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