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Evangélicos apóiam juiz eleitoral

O pastor Rodolpho Eloy, membro da Comissão de Ética da Associação de Pastores Evangélicos da Paraíba (APEP), externou esta semana o seu mais veemente repúdio ao rumo de Guerra Santa, de conflito teológico, de luta religiosa gerado em torno da campanha política para o Governo do Estado.

Contra a satanização da política

A partir de um panfleto apócrifo tachando de satânicas algumas esculturas colocadas nos bairros da Capital pela prefeitura municipal de João Pessoa e das declarações do arcebispo metropolitano da Paraíba, dom Aldo Pagotto, feitas num vídeo postado no YouTube, o pastor resolveu se pronunciar publicamente a respeito do “sobredito factóide”, colocando-se – de imediato – à disposição do juiz Marcos Aurélio Jatobá Filho (na foto acima), para qualquer contribuição que lhe caiba, no sentido de cooperar com as ações preventivas e corretivas da Justiça Eleitoral com relação a este ou a fatos de natureza similar.

Orientação aos fiéis

A Cartilha do Voto Ético, elaborada pela APEP e distribuída entre os pastores associados, desde o dia 15 de setembro do corrente ano, para divulgação em suas respectivas igrejas, contém, inclusive, orientações bem específicas sobre a postura ética dos cristãos, exatamente em relação aos fatos supramencionados. Sobre isso, o pastor Rodolpho deixa bem claro o apoio dele ao Dr. Marcos Jatobá:

Na hora da celebração

– Farei ler o seu e-mail em nosso próximo culto público dominical, bem como o encaminharei a todos os pastores da minha lista de contatos.

Visão ecumênica do TRE

O texto de autoria do titular da 64ª Zona Eleitoral, Marcos Jatobá, responsável pela coordenação da Propaganda de Rua no pleito deste ano, na comarca de João Pessoa, ao qual o líder espiritual evangélico se refere, está sendo reproduzido abaixo, na íntegra

Respeito aos umbandistas

– Quero demonstrar nossa preocupação com a difusão de e-mails e panfletos anônimos, apontando um dos candidatos ao Governo Estadual como adepto de cultos africanos e depreciando uma determinada opção religiosa.

Impedindo propaganda negativa

– Tomamos conhecimento de que algumas pessoas, ligadas ou não a igrejas, estariam reproduzindo tais impressos, ou baixando o conteúdo de e-mails, blogs e outras redes, para distribuição entre os fiéis de templos católicos e evangélicos.

Sem panfletagem nas igrejas

– Tratando-se de escritos de cunho aparentemente religioso, mas de viés político-partidário e eleitoral, não poderá ser difundido no interior de templos de qualquer culto, que são considerados bens de uso comum e não podem ser utilizados pelas coligações para a propagação de suas plataformas.

Legislação considera crime

– Ademais, a divulgação de tais impressos pode configurar crime eleitoral. Como o Estado é laico e a liberdade religiosa é princípio fundamental estabelecido na Constituição Federal, a veiculação de propaganda que encerra conteúdo ofensivo aos fiéis de uma certa religião, objetivando criar estados mentais na população calcados no preconceito e na irreflexão é totalmente proibida.

Retirando também da Web

– O TRE (Tribunal Regional Eleitoral), através do desembargador Márcio Murilo da Cunha Ramos, apreciando uma representação intentada pela coligação “Uma Nova Paraíba” e o candidato Ricardo Coutinho (PSB), concedeu medida liminar, já referendada pela Corte, no sentido de determinar a imediata retirada do material da Internet e orientar os juízes eleitorais do Estado a coibir a divulgação física dos mesmos, na forma de impressos em geral e ainda, da veiculação de seu conteúdo através de carros-de-som ou amplificadores fixos.

PF vai apurar denúncias

– Deste modo, havendo notícias de que essas pessoas tentariam divulgar o material nos templos, peço ao caro amigo (pastor Rodolpho Eloy), na qualidade de ministro religioso e acreditado em sua congregação, que exorte os fiéis a não permitirem a divulgação de panfletos no interior da igreja, denunciando o fato à Justiça Eleitoral ou à Polícia Judiciária Federal. Também solicito levar nosso apelo a outros pastores a que tenha acesso.

Modificações na PM

Foram interpretadas como sendo traumáticas, algumas mudanças de comando ocorridas nesta semana passada, no âmbito da Polícia Militar. Por exemplo: o capitão Marcos Antônio Benevides assumiu o cargo de comandante da 4ª Companhia, no lugar do capitão Licksomar Lábis e houve também a saída do major Sousa Neto do comando da Rotam.

Troca normal de comando

Mas, também teve o registro na caserna de outras modificações que não foram consideradas problemáticas e – portanto – ficaram sem repercussão na mídia, justamente por não permitirem esta interpretação política: o tenente-coronel Arnaldo Sobrinho de Morais Neto foi substituído pelo também tenente-coronel Everaldo Dutra no cargo de comandante da CP-Tran.

Governador é quem determina

Também houve a solenidade militar de passagem de comando no quartel do 2º Batalhão da PM sediado em Campina Grande, onde o tenente-coronel Marcus Marconi Torres de Lima foi exonerado por ato do governador José Maranhão (PMDB), sendo trocado no cargo pelo também tenente-coronel Marcos Alexandre de Oliveira Sobreira, ex-comandante da CP-Tran e ex-Assessor Militar do Tribunal de Justiça, na gestão do desembargador Marcos Antonio Souto Maior.

Polícia Civil também muda

No âmbito da secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Estado também teve mudanças: saiu do cargo o delegado Carlos Alberto Belo Temóteo, para dar espaço ao novo chefe-de-gabinete do secretário Gustavo Ferraz Gominho, ou seja, o advogado Diamantino da Silva Lima (ex-presidente da Fundac).

Assessorando o secretário

No lugar dele, foi nomeada Maria Elisabeth Silva de Andrade que assumiu o cargo de presidente da Fundação de Desenvolvimento da Criança e do Adolescente. Já a delegada de Polícia Civil Maísa Félix Ribeiro de Araújo (ex-chefe de gabinete de Dr. Gominho) foi nomeada como ocupante do cargo de provimento em comissão de Assessora Especial para Assuntos de Segurança Pública.

Combate à violência mundial

E por falar em Segurança Pública, foi um sucesso total a conferência que a International Law Association (através dos representantes do seu ramo brasileiro) realizou em João Pessoa nos dias 13, 14 e 15 de outubro, na Estação Ciência, localizada no Altiplano do Cabo Branco.

A segurança do futuro

Mais de 30 palestrantes, sendo sete deles estrangeiros (Dinamarca, EUA, Espanha, Alemanha, Portugal, Argentina e Paraguai) estiveram aqui na Paraíba, reforçando o time de experts no assunto que abordaram temáticas focadas desde o “Tratado da Lua” (divisão territorial do único satélite natural da Terra) às questões do cyber-terrorismo e crimes ambientais, para um público calculado em cerca de 400 participantes.

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