A comissão de transição, ligada ao governador eleito Ricardo Coutinho (PSB), vai se reunir com o procurador-Geral do Estado, Oswaldo Trigueiro do Valle, para discutir os critérios para as demissões de 36 mil servidores não concursados do governo do Estado. "Ainda não recebemos nenhuma orientação do futuro governador para lidar com esta recomendação. Mas antes disso, precisamos nos cercar dos detalhes da solicitação para planejar qualquer ação neste sentido", avaliou o engenheiro Walter Aguiar, que integra o grupo.

 

Embora descarte qualquer diferença no tratamento dispensado aos funcionários com mais tempo de serviço prestado ao Estado, Walter comentou a dificuldade da nova gestão em arcar com as contratações do governo anterior, além de temer a paralisação de serviços essenciais nos setores de saúde educação, já apontados pelo procurador-geral do Estado, Edísio Souto. "Sabemos dos excessos com a folha de pessoal, mas a atitude do Ministério Público instala um clima de insegurança entre os paraibanos, por issoa necessidade de nos reunirmos e tranquilizar os dependentes", justificou ao concluir: "Além disso não se realiza concurso em um mês e meio".

 

No outro lado da margem, os integrantes da comissão peemedebista também evitam arcar com a responsabilidade de cumprimento da solicitação do MP. Edísio Souto explicou inclusive que a atual administração mantém metade do quadro de pessoal preenchido pelos prestadores de serviço e comissionados. "Não temos como prever datas para desligamento de servidores sem planejamento, além disso não queremos promover um clima de terrorismo no Estado", recua.

 

Enquanto a recomendação do MP se mantém no jogo do empurra-empurra, Oswaldo Trigueiro reconhece o impacto da medida na máquina de governo, mas ressalta a necessidade de restruturação da folha. "O prazo de 45 dias é viável com o firmamento de Termos de Ajustamento de Conduta (TAC) que estabelece a substituição gradual, mediante realização de concursos públicos", avalia Trigueiro. (LF)
 

 

 

Jornal O Norte

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