Por pbagora.com.br

Desde a saída de Bolsonaro, 7.739 pessoas seguiram a orientação dele e deixaram o PSL, incluindo o próprio Bolsonaro. Em média, foram 66 desfiliações por dia, segundo levantamento feito pelo Estado com dados informados pela sigla ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A desidratação do PSL é reflexo da ofensiva para tirar do papel o Aliança pelo Brasil, partido criado pelo presidente, mas que ainda precisa ser oficializado pela Justiça Eleitoral. Para isso, são necessárias 492 mil assinaturas de eleitores que não estejam filiados a outra sigla. Pelas redes sociais, integrantes do Aliança – entre os quais o senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ), filho mais velho do presidente – têm orientado os seguidores a se desfiliar de seus atuais partidos para que as assinaturas sejam validadas pela Justiça Eleitoral.

“Esquece o PSL, tá ok?”, recomendou o presidente Jair Bolsonaro a um apoiador, na manhã do dia 8 de outubro, no primeiro sinal público de rompimento com o partido pelo qual ele se elegeu.

Já Julian, que recentemente lançou Bolinha em Campina como pré-candidato a prefeito da cidade, acha que o PSL sairá fortalecido destas eleições municipais. “Quando eu, ao lado do presidente Jair Bolsonaro, eu ajudei a construir, Bolsonaro era um improvável que ninguém acreditava que ele chegaria lá, erroneamente. O mesmo foi comigo, e hoje eu estou aqui deputado eleito. E agora vem Bolinha, que já concorreu duas vezes, e eu tenho mesmo sentimento de que teremos uma grande vitória. Nós representamos os anseios da sociedade. Não seremos coadjuvantes. Teremos um papel determinante na política que interessa à sociedade”, disse Julian.

Ato pró-Bolsonaro – O deputado federal também se pronunciou sobre as manifestações do dia 15, que visam defender a imagem do presidente e fazer criticas ao STF e o Congresso. “Pessoas tem pedido que me pronuncie sobre as manifestações do dia 15, e como faço sempre me posiciono, ainda que não seja o que todos queriam ouvir, deixo claro o que de fato apoio. Brasil acima de tudo e Deus e acima de todos, nada mais do que isso. Sou brasileiro, serei pelo meu país, sirvo ao povo e não a um homem”, comentou.

Rompimento – Questionado recentemente sobre estar ou não rompido com Bolsonaro o deputado federal Julian Lemos (PSL) negou: “Jamais faria isso”, disse, destacando: “o que me aproxima dele são as pautas, porque sou um conservador. E isso independe se o presidente aperta ou não a minha mão. Essas questões familiares não afetam o meu mandato”.

 

Redação

Deixe seu Comentário
Notícias relacionadas

Representantes da transição de Cartaxo para Cícero na PMJP se reúnem hoje

Uma reunião entre os membros das comissões de transição do atual prefeito, Luciano Cartaxo (PV) para o prefeito eleito, Cícero Lucena (PP), devem se reunir nesta sexta-feira (04), quem afirma…

João evita antecipar debate sobre 2022: “Foco é na gestão e no combate à Covid”

Em entrevista concedida nesta quinta-feira, o governador da Paraíba João Azevêdo evitou projetar ações políticas para 2022, quando haverá as próximas eleições, incluindo para o Govenro do Estado. Para João,…