Por pbagora.com.br

Mesmo com a ausência do líder da oposição, Renato Martins (PSB), a temática desta terça-feira, 17, na Câmara Municipal de João Pessoa foi o embargo da prefeitura de João Pessoa à obra da Perimetral Sul no trecho que vai do entroncamento da BR-101 até PB-008 no Valentina Figueiredo, que vem sendo executada pelo Governo do Estado através da empreiteira pernambucana Novatec.

Quem trouxe o tema ao centro do debate foi o vereador Sérgio da Sac (PSL), alegando que os moradores da área teriam ficado enfurecidos contra a decisão.
Ainda segundo Sérgio da Sac, “o obstáculo não veio do prefeito Luciano Cartaxo”.

Segundo ele, mesmo que a prefeitura tenha razões técnicas para o embargo, é preciso discutir a interdição da obra com a comunidade.
“Quem poderia ficar contra os moradores da zona sul? A população quer a obra, independente dela ser executada por Ricardo Coutinho ou Luciano Cartaxo. O que incomoda é insinuarem que o prefeito quem não quer a obra", afirmou.

Em seu aparte, o vereador Djanilson Fonseca (PPS) garantiu que a informação de que a obra teria sido embargada pelo prefeito não é verdadeira.
“O embargo houve em virtude de normas pré-estabelecidas para iniciar uma obra que o governo não apresentou”, salientou ‘Faca Cega’, que fez críticas à comunicação da Prefeitura, por não ter explicado as razões do ato à população”.

“Tenho certeza que o prefeito Luciano Cartaxo não vai colocar nenhuma barreira, obedecendo aos tramites legais”, garantiu Djanilson.

Já o vereador oposicionista, Lucas Brito (DEM) afirmou que “questões menores estão sendo colocadas como obstáculos. Também faltam projetos da prefeitura. Hoje foi entregue uma praça inacabada no Pedro Gondim sem a conclusão sequer do piso da quadra. A calçadinha está um abandono, correndo até o risco dos idosos sofrerem quedas ali", denunciou.

Zezinho do Botafogo (PSB) declarou que o povo é que é a grande vítima desse processo. “O povo é quem paga. O que a gente não pode é ficar nisso”, disse.

Em seu aparte, o petista Benilton Lucena lembrou que “Ricardo Coutinho quando prefeito embargou o centro de convenções na gestão de José Maranhão, e, segundo ele, agiu certo, porque obedecia aos tramites legais estabelecidos”.

Benilton ressaltou que tem obras do projeto de mobilidade urbana da Capital que esperam por doações de terrenos por parte do Governo para que sejam implementadas. “Não podemos atrasar uma obra só por falta de uma doação de terrenos que é essencial”.

Para o vereador Fernando Milanez (PMDB), os técnicos da prefeitura de João Pessoa agiram de boa fé fazendo cumprir a lei. Ele ressaltou que a população não está interessada em desavenças políticas e quer a conclusão de obras.

“A atitude foi acertada, porque a lei é a lei. Mas eu desejo que as obras sejam retomadas o mais rápido possível dentro da legalidade. A população não está interessada em desavenças políticas e quer mesmo é a conclusão de obras”, declarou o ‘decano’ Milanez.

Já a vereadora Raíssa Lacerda (PSD) adotando uma postura de opositora do governo Ricardo Coutinho, cobrou que o governador "contrate os médicos anestesistas e bote o hospital Arlinda Marques pra funcionar, ao invés de ficar colocando a população  de João Pessoa contra um prefeito com apenas 8 meses de gestão".

Ytalo Kubitschek

PB Agora
 

 

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