O ex-governador e presidente da Fundação João Mangabeira Ricardo Coutinho (PSB) abriu a plenária de organização do ato SOS Transposição, em Monteiro, convocando o povo nordestino a gritar para o Brasil que não abrirá mão da maior obra hídrica do Nordeste. Para um auditório lotado na Câmara Municipal, Ricardo afirmou que “Não há outro caminho para o Nordestino sobreviver do que lutar pela volta do bombeamento das águas do Rio São Francisco ”.

De acordo com Ricardo Coutinho, Bolsonaro parou o abastecimento das águas que vinha acontecendo normalmente com as adutoras feitas em nosso governo em mais de 20 municípios da Paraíba e preparou o discurso para dizer que é um “elefante branco” e que inviável. O povo não aceitará uma disputa mesquinha simplesmente porque é uma obra feita por Lula”.

Segundo Ricardo, a Transposição é uma das obras mais baratas do país na relação per capta, custa R$ 12 bilhões, com a sua conclusão irá atender a 12 milhões de Nordestinos. “Se você pegar os R$ 12 bilhões e dividir pelo número de habitantes vai chegar por R$ 1 mil por pessoas por ano , 100 reais se for em 10 anos. Precisamos do máximo engajamento de todos para que as águas possam ser bombeadas novamente e a obra continue beneficiando a mais de 1 milhão de pessoas somente no eixo Leste. É mentira que a Transposição é cara e gasta muita energia, principalmente quando o Governo Federal dá R$ 84 bilhões de renuncia fiscal para o agronegócio”, explicou.
Em seu discurso durante a plenária, o deputado federal Gervásio Maia destacou que ato do dia primeiro representa a união de todo Nordeste, um levante apartidário em benefício do nosso líquido mais precioso e da maior obra hídrica da região. “Não podemos deixar que esse presidente anti-povo destrua a esperança e a Transposição do Rio São Francisco”, afirmou Gervásio Maia.

Participaram da plenária os prefeitos de Monteiro Celecileno, de Sumé, Eden Duarte, de São Sebastião do Umbuzeiro (Adriano Wolf), a vice-prefeita de São José dos Cordeiros, Lurdes Dantas e os ex-prefeitos de Amparo Zé Arnaldo, do Congo Romualdo Quirino, de Ouro Velho Inácio Júnior, além de vereadores, representantes dos movimentos sociais, sindicais e o povo.

Durante a plenária, representantes dos agricultores, dos estudantes, dos professores, dos movimentos de trabalhadores sem terra e das pastorais da região do Cariri informaram como estão se organizando para o ato SOS Transposição no próximo domingo (1º de setembro) num grande grito de que a água do Rio São Francisco é do povo Nordestino.

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