Por pbagora.com.br

“A preferência nossa é a oposição”. A declaração foi dada hoje, durante entrevista à rádio Arapuan FM, nesta segunda-feira (21), pelo vice-prefeito de Campina Grande, Enivaldo Ribeiro (PP) ao ser indagado sobre qual grupo seu partido estava mais próximo para apoiar nas eleições desse ano. Mas se engana quem acredita que esse é um posicionamento taxativo.

Segundo Enivaldo, essa é apenas uma tendência do PP, o que não anula a possibilidade de marchar com outras linhas, a exemplo de João Azevêdo (PSB) ou até Zé Maranhão (MDB). O partido, conforme Enivaldo, vai esperar o resultado de uma pesquisa que foi encomendada para, só depois, se posicionar.

“A posição é a mesma. Primeiro estamos esperando o resultado da pesquisa que encomendamos, que deve chegar essa semana. A preferência nossa é oposição, mas é a preferência, isso não significa que a gente está totalmente na oposição. O PSDB e o PV fizeram uma chapa já fechada, já pronta, para enfiar para gente de goela abaixo, aí não dá, então é por isso que nós do PP e outros partidos, não aceitaram”, ressaltou.

Indagado se existia a possibilidade de compor com o casal Feliciano, já que a vice-governadora tinha lançado pré-candidatura ao Governo, Enivaldo desconversou, mas ressaltou que mantém diálogo e uma boa amizade com a dupla.

“Eu mesmo conversei com ela (Lígia) semana passada, Damião é muito amigo, almocei com eles, temos um bom relacionamento. Vamos ver o que vai acontecer, vai acontecer muita coisa ainda, vai render muita notícia ainda”, arrematou.

Enivaldo também cobrou  uma maior flexibilidade por parte do governador Ricardo Coutinho (PSB). “Tem que ser mais flexível.Tem que ter gestos, porque se não tiver gestos é muito difícil”, destacou.

O vice-prefeito ainda voltou a cobrar uma maior participação na vice-governadoria de Campina Grande. Segundo o progressista, sua figura está sendo subutilizada. Para ele, é preciso mais reconhecimento ao PP. “O PP quer mais reconhecimento, nós somos o quarto partido com mais tempo de televisão, um dos maiores do país. Não é chegar e dizer que nós temos que ser coadjuvantes. Nós temos que ser ouvidos”, finalizou. 

 

PB Agora

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