Por pbagora.com.br

O senador Efraim Morais, presidente do DEM na Paraíba, informou que fará nesta terça-feira, dia 19, um pronunciamento demorado na tribuna do Senado Federal sobre as denúncias feitas contra ele publicadas na Revista Veja, na edição do final de semana.

O parlamentar declarou que está analisando detalhadamente, junto com a assessoria jurídica, a matéria e não descartou a possibilidade de entrar com uma ação na Justiça contra o veículo de comunicação e os repórteres autores do texto. O político rebate alguns pontos da notícia.

A matéria publicada pela Veja denunciou, entre outras coisas, que o parlamentar paraibano mantinha 52 funcionários, contratados oficialmente pela Congresso Nacional, mas que prestavam serviços, financiados com dinheiro público, nas bases eleitorais do Democratas e correligionários.

Esses funcionários, segundo a revista, custavam aos cofres públicos 6,7 milhões durante os quatro anos em que o senador ocupou a primeira-secretaria da Mesa Diretora do Senado.

Efraim garante que a contratação desses funcionários está respaldada num parecer da Comissão de Constituição e Justiça da Casa que ele deverá apresentar hoje na sessão, em pronunciamento. “Não há nada de errado. Está tudo legal. O Regimento da Casa me garante isso”, afirmou o senador.

Efraim Morais vai à tribuna do Senado Federal nesta terça-feira para explicar a contratação de funcionários. Foto: Ronaldo de Oliveira/CB. A matéria cita como sendo um dos servidores nomeados a primeira-dama de Brejo dos Santos, Dalva Ferreira dos Santos, esposa do prefeito do município, Lauri da Costa, que seria advogado e que presta serviços advocáticios ao político da Paraíba. Nesse caso, Efraim diz apenas que Lauri é médico, não é advogado e não presta serviços jurídicos a ele. “Lauri não é advogado; é médico. Mais uma vez a informação não é verdadeira”, comenta.

O ex-prefeito de Lagoa de Dentro, João da Rapadura, teria, segundo a denúncia, sido nomeado como assessor parlamentar para atuar como cabo eleitoral de Efraim naquela região. A Veja aponta que na lista dos servidores contratados oficialmente pelo Congresso, por interferência do senador, há advogados, jornalistas, entre outros.

Dos 52 funcionários, 37, conforme a denúncia, teriam sido nomeados na primeira secretaria e não no gabiente de Efraim. “Elas faziam assessoria para mim. Eu fazia parte da mesa, como gestor, mas tinha uma atuação política no Estado que precisa de apoio funcional. Volto a dizer que não fiz nada de errado e não criei nada”, destaca.

As denúncias, de acordo com a revista, apontam ainda que a vida política teria gerado bons dividendos ao senador que refletiram na evolução do seu patrimônio e na aquisição de imóveis de luxo, como uma casa, no valor de 1,5 milhão de reais, e um apartamento que ficam em áreas nobres da cidade de João Pessoa. A matéria mostra, através de fotos, que ele teria trocado uma casa bem modesta por uma outra em Camboinha.

Ele comenta “que a reportagem agiu de má fé ao publicar apenas uma foto da lateral de sua antiga residência para passar a imagem de que a casa é modesta e que foi trocada por uma de luxo”. O senador esclareceu que vendeu sua antiga casa por uma outra no bairro de Camboinha, onde passa a maioria do tempo com os familiares, quando retorna de Brasília, principalmente nos finais de semana.

“Se eles tivessem tirado a foto da frente da minha antiga residência teria visto que a casa não era tão simples assim”, completa. Em relação aos servidores, o parlamentar assegurou que alguns deles prestam serviços no Congresso e não são fantasmas, como foi publicado. Sobre o tempo que passou como presidente da Câmara, Efraim desmentiu os números que saíram na matéria, alegando que assumiu o cargo por dois meses e vinte seis dias, com a renúncia de Aécio Neves, que era o presidente da Câmara e que foi eleito na época como governador de Minas Gerais. “Passei apenas 56 dias como presidente, com a renúncia de Aécio”, assegura.

Ele informou ainda que tinha um apartamento no edifício Meridian, Manaíra, com 610 metros quadrados, comprado a Planc Construtura e quitado em 6 anos, que, segundo ele, foi vendido para comprar um no bairro de Cabo Branco, com360 metros quadrados, num valor bem menor, que é de propriedade do seu filho. “Além disso, para quem não sabe, antes de ser político, eu sou engenheiro, do ramo de construção e professor de Matemática”, disse.
 

Secom

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