Por pbagora.com.br

 A figura de um magistrado discreto, agindo com temperança, comedimento e impessoalidade não se amoldura, definitivamente, à pessoa do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Tachado de partidário pelas legendas de oposição ao governo, sobretudo pelo PT – acusam-o de ser braço do PSDB –, o ministro, não raro, está envolvido em polêmicas as mais incomuns para um magistrado da mais alta corte do país. Quem condenou as recentes posturas de Mendes foi Arnóbio Viana, conselheiro do Tribunal de Contas da Paraíba, ao qual atribuiu a Gilmar a imagem de “pústula”, que envergonha o Supremo.

 

Esta semana, ele desancou o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, classificando-o de “o mais desqualificado da história”, e sempre que está sob os holofotes da mídia tenta desqualificar o Ministério Público Federal e as ações da Lava Jato. Na Paraíba, reverberam críticas à postura do ministro. Arnóbio Viana, conselheiro do Tribunal de Contas da Paraíba, postou em sua página no Facebook que “esse ministro não passa de uma pústula a denegrir e apequenar o Supremo”.

 

 

 

E completou: “É tão parcial, tão engajado que qualquer vigarista, qualquer zunga, antecipa com acerto o voto a ser proferido no dia de amanhã”. No mesmo diapasão, o deputado Anísio Maia (PT) acusou Mendes de fazer negociatas, em vez de julgamentos – “Não julga, faz política”, disse, afirmando que ele é “assessor de Michel Temer”.

 

Redação

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