O ministro das Relações Exteriores Celso Amorim disse nesta sexta-feira (10), na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que Antonio Patriota foi convidado pela presidente eleita Dilma Rousseff para comandar a pasta no próximo governo.

Patriota é número dois na hieraquia do Ministério das Relações Exteriores.
‘A presidente teve a delicadeza de me ligar’, contou Amorim em São Paulo.

 

 

Patriota é o atual secretário-geral do ministério, o número dois na hierarquia do Itamaraty. Ele foi embaixador do Brasil em Washington entre 2007 e 2009.

Amorim esteve nesta tarde na Fiesp, na capital paulista, onde foi homenageado durante um almoço com o presidente da federação, Paulo Skaf. Aos jornalistas, o ministro afirmou que conhece "muito bem" Patriota e que ficou "muito satisfeito" com a indicação. "Patriota talvez foi a pessoa que mais tempo trabalhou comigo", disse.

 
O atual ministro contou ter falado com Dilma antes da escolha. "A presidente teve a delicadeza de me telefonar antes de convidá-lo avisando que iria convidá-lo, mas eu guardei para a mim a notícia até ele ser efetivamente convidado. E ele também teve a delicadeza de me informar", afirmou.

Após a notícia ter circulado nos bastidores de Brasília e do telefonema de Dilma, Amorim recebeu uma ligação de Patriota. Após o contato, ele disse ter ido pessoalmente falar com o sucessor. "Fui cumprimentá-lo. Eu fui à sala dele ontem. Não tinha sido anunciado ainda, mas tornou-se público, já era público, mas, digamos, tornou-se mais público, ele foi convidado", disse.

Sobre o que esperar do novo ministro, Amorim foi otimista. "O melhor possível, melhor do que eu", disse. Amorim evitou comentar uma possível mudança de estilo no comando da diplomacia externa brasileira.

O atual ministro disse que conheceu Patriota há 25 anos, quando o sucessor era secretário em Genebra e ele, Amorim, trabalhava no Ministério da Ciência e Tecnologia. Eles também trabalharam no governo Itamar Franco e atuaram juntos na representação do Brasil na Organização das Nações Unidas (ONU).

Amorim, que é filiado ao PT, não quis dizer se há a possibilidade de, após deixar o ministério, ocupar algum cargo num organismo internacional ou se candidatar nas próximas eleições, em 2012. "Talvez a vereador de Teresópolis", brincou. Ele disse que, provavelmente, voltará a dar aulas na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Bem humorado, o ministro afirmou que não deixa o Itamaray chateado e que, agora, a política externa é ‘reconhecida na rua’. Ele brincou dizendo que chegou a ser confundido com um profissional da televisão.

 

 

G1

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