Os deputados Manoel Ludgério Neto (PDT) e Romero Rodrigues (PSDB) reagiram com indignação à declaração do governador José Maranhão (PMDB), dando conta de que uma possível aliança entre o ex-governador Cássio Cunha Lima (PSDB) e o prefeito Ricardo Coutinho (PSB) “cheira mal”. Na avaliação de Maranhão, Ricardo é um “político sério” e Cássio ele já “não pode dizer o mesmo”.

“O que, de fato, cheira mal é um governo que não tem legitimidade popular; que existe de forma biônica; e que tenta, a todo custo, recorrer de novo ao tapetão para impedir que o ex-governador Cássio sequer tenha a condição de disputar um mandato em 2010”, atacou o deputado Manoel Ludgério, líder da Oposição na Assembléia Legislativa. Na avaliação de Ludgério, o governador passa a coexistir com a realidade das vaias nesta sua gestão-tampão exatamente porque “não é fruto da vontade popular”.

Na mesma linha de raciocínio, o deputado Romero Rodrigues também questiona a capacidade de José Maranhão julgar possíveis alianças de 2010. “Na minha opinião, cheira mal é ter em sua biografia um escândalo como o da convenção de 1998, em que ele confinou e corrompeu convencionais em Natal para garantir vitória dentro do PMDB”, registra Rodrigues, destacando ainda a postura de prepotência, perseguição e apego ao poder do atual governador.

Tanto para Manoel Ludgério como para Romero Rodrigues, só existe uma forma de José Maranhão dar um basta em sua arrogância de querer julgar, sem que para isso tenha o respaldo na própria biografia: se submeter novamente ao teste das urnas, em 2010, dando, sim, uma oportunidade ao povo da Paraíba de avaliar quem mais fez pelo Estado e pelos paraibanos. “Até lá, é rame-rame e um medo velado de quem tem votos por méritos pessoais e história de serviço ao povo”, ratifica Ludgério.
 

PB Agora

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