Horas depois do vazamento de um áudio em que o líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir (GO), ameaça “implodir” o presidente Jair Bolsonaro com a divulgação de informações comprometedoras, o parlamentar voltou atrás e tentou atenuar a situação. Em uma entrevista publicada nesta quinta-feira (17/10) pelo G1, Waldir assegurou não saber de nada que desabone a conduta de Bolsonaro e que deseja pacificar a bancada do partido na Câmara.
“É só questão de… É uma fala de emoção, né? Um momento de sentimento”, disse o deputado. “É uma fala num momento de emoção, né? É uma fala quando você percebe a ingratidão. Tenho que buscar as palavras. Tenho que buscar as palavras”, continuou. “Nós somos Bolsonaro. Nós somos que nem mulher traída. Apanha, não é? Mas mesmo assim ela volta ao aconchego”.

Posteriormente, o parlamentar declarou ser possível “pacificar” a bancada do PSL. Segundo ele, os 53 deputados da legenda votarão “integralmente” conforme os interesses do governo.

No áudio em que fez ameaças a Bolsonaro, Waldir afirmou, entre palavrões e ofensas ao presidente: “Eu vou implodir o presidente. Aí eu mostro a gravação dele. Eu tenho a gravação. Não tem conversa, não tem conversa. Eu implodo o presidente. Acabou o cara. Eu sou o cara mais fiel a esse vagabundo”.

O parlamentar de Goiás, nessa crise que foi impulsionada pelo escândalo das candidaturas laranjas do PSL, é um dos mais fiéis aliados do presidente da sigla, o deputado Luciano Bivar (PE). Ambos têm protagonizado embates públicos contra Bolsonaro, a quem acusam de querer usurpar o controle da legenda.

Waldir fez as ameaças depois que as revistas “Época” e “Crusoé” divulgaram áudio de uma gravação com o presidente Bolsonaro pedindo assinatura, possivelmente a um deputado do PSL não identificado, na tentativa de conseguir apoios para tirá-lo da liderança do partido na Câmara.

 

Redação com Correio Braziliense

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