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Debandada de aliados ameaça mandatos de tradicional oligarquia da PB

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Berço eleitoral da família Gadelha, a cidade de Sousa poderá provocar transtornos no projeto dos deputados Renato e Leonardo Gadelha (PSC).

Na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Renato Gadelha (PSC) foi um dos críticos mais ácidos do governo Ricardo Coutinho (PSB), chegando a liderar a bancada de oposição durante dois anos. 

Os duros embates fizeram com que Renato perdesse território político e substância eleitoral com a "invasão de suas bases eleitorais" por candidatos que apoiam o governo. 

Um desses exemplos é o advogado Júnior Araújo (Avante), apoiado pelo prefeito de São Francisco, João Bosco Gadelha de Oliveira (PSDB), que tem forte liderança entre os médicos da região.

Bosco, que é primo de Renato, havia apoiado o deputado para Assembleia Legislativa em 2014. Movimento semelhante ocorreu para deputado federal, quando apoiou o outro primo Marcondes Gadelha e agora vai de Pedro Cunha Lima (PSDB). 

A exemplo de Bosco, diversos prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, ex-vereadores em Sousa e cidades circunvizinhas trocaram a família por outros candidatos. 

Em Sousa, entre os vereadores que já romperam oficialmente com a família Gadelha estão Dênis Formiga, Adriano Batista, Flamarion Batista e Flávia Diniz. Os ex-vereadores Augusto Vieira, Daniel Pinto, Toró, Videnize Diniz e Dário Formiga.

Todos os citados apoiaram o deputado federal Marcondes Gadelha (PSC) em 2014 e eram ferrenhos aliados do então prefeito André Gadelha (MDB), que não conseguiu se reeleger em 2016. 

Engrossam a lista de adesistas. Assim como o advogado e ex-presidente seccional da OAB, Cláudio Diniz. 

O motivo seria uma série de compromissos não assumidos com as bases eleitorais. Segundo eles, Renato protelou os problemas e não deu solução. 

Com o apoio em Sousa de apenas quatro vereadores que já avisam estarem completamente sem condições de sustentar os votos, a preocupação é que a votação de Renato no seu principal reduto seja tão pífia que possa sepultar sua sonhada reeleição.

Já o ex-prefeito André Gadelha (MDB), queixam-se os dissidentes, tem se esquivado da crise na família alegando que não é candidato a nenhum cargo eletivo.

Entre os ex-secretários da gestão André Gadelha que já abandonaram a orientação da família estão: Augusto Vieira (Comunicação), Daniel Pinto (Chefia de Gabinete), João Hélio (Ação Social), Serginho (Chefe da Guarda), Jones Antunes (Administração), Antônio Nóbrega (Planejamento) e Denis Formiga (Obras). 

Virtual candidato à prefeitura de Sousa em 2020, André Gadelha tem sido tachado pelos ex-aliados como "coveiro do próprio destino".

PB Agora

 


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