Por pbagora.com.br
Prefeita Luciene de Fofinho

A prefeita do município de Bayeux, Luciene de Fofinho (PDT), mal iniciou seu mandato e já pode perdê-lo. Isso porque o Ministério Público Eleitoral ingressou com três ações de investigação contra a gestora pelo uso escancarado da máquina pública durante o pleito eleitoral de 2020.

Doação de cestas básicas, facilitação de consultas médicas para aliados e aumento injustificado da folha de pessoal no período eleitoral, são algumas das acusações.

O promotor de Justiça, Demetrius Castor acredita que a gestora teria usado abertamente da máquina pública para desequilibrar o pleito.

“O Ministério Público Eleitoral de Bayeux, na minha pessoa, impetrou três ações de investigação judicial eleitoral contra a prefeita por captação ilícita de sufrágio ao ver de Ministério Público. Uma referente a doação de cestas básicas, outra a consultas médicas no período de campanha eleitoral, que, coincidência ou não, foi só no período de campanha e agora parou, não sei por qual motivo e a outra foi o aumento injustificado da folha de pagamento no tocante aos codificados”, disse.

O promotor lembrou que a prefeita estava à época, eleita de forma indireta pela Câmara dos Vereadores e “estava com a máquina administrativa na mão”. “Foi uma coisa gritante, ao ver do Ministério Público, captação ilícita gritante e impetrei uma ação. Está para que a justiça apure e diga se houve ou não a irregularidade na eleição de novembro passado”, contou.

Para o Ministério Público Eleitoral as provas são robustas em relação ao aumento da folha. “Contra fatos não há argumentos, basta acessar o Sagres e ver o aumento injustificado na folha. Em dezembro foram demitidos mais de 500 comissionados, dando a entender que foi para angariar votos e conseguir a vitória no pleito, como aconteceu”, afirmou o promotor.

Por enquanto as investigações ainda estão no primeiro grau e tudo está sendo apurado. “Já houve duas audiência referentes às cestas básicas e às consultas, e a outra da folha está correndo o prazo para apresentar documentação. Se houver recurso vai para o Tribunal Regional Eleitoral (TRE)”, completou.

 

Redação

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