Mais de 153 milhões de eleitores vão às urnas neste ano para eleger prefeitos e vereadores. Criminalização de fake news, boca de urna eletrônica e restrições aplicadas às campanhas podem aumentar número de denúncias e acirrar o pleito. Outra previsão do advogado Marcelo Weick, coordenador geral da Academia Brasileira de Direito Eleitoral (Abradep) é que ele acredita que será muito difícil que os recursos provenientes Fundo Partidário e o Fundo Especial de Campanhas Eleitorais cheguem de fato na ponta.

“A distribuição destes recursos ficarão nas capitais, nas grandes cidades e nas campanhas estratégicas para as direções partidárias nacionais. Portanto, os milhares de candidatos aos cargos de prefeito e vereador terão que criar sua rede de apoio com doações de pessoas físicas. Sem isso, será difícil colocar a campanha em pé. Tudo o que você faz em campanha tem um custo. Se vai fazer uma caminhada, o candidato vai beber água, vai ter uma pessoa do lado dele. Isso depende da estratégia”, disse Weick.

A quase 10 meses das eleições municipais, pré-candidatos começam a se organizar nos estados, e as eleições movimentam os bastidores da política. Neste ano, o pleito terá regras novas, muitas delas criadas em razão da popularização das redes sociais ou em decorrência de problemas identificados pela Justiça Eleitoral em experiências internacionais e nacionais. A principal alteração se refere às campanhas pela internet e às fake news. Apesar de a votação ocorrer apenas em outubro, o lançamento de pré-candidatos está autorizado, e políticos e partidos devem observar as regras para não infringirem a legislação.

 

Redação

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