Por pbagora.com.br

 O cientista político, Jaldes Menezes, professor do departamento de História da UFPB e doutor em teoria política, pela Universidade do Rio de Janeiro (UFRJ), defende que a questão das coligações proporcionais no Brasil precisa ser repensada com muito cuidado.

Ele é a favor da manutenção das coligações nas eleições majoritárias de presidente, governador e prefeitos, permanecerem, o que é correto, pois atende ao princípio democrático da possibilidade de existência de governos de coalização.

Já em relação as coligações proporcionais, ele afirma que muitas distorções se acumularam ao longo dos anos, desde que, em 1979, ainda na ditadura, acabou o sistema bipartidário e retornou o pluripartidarismo.

“É fato que as coligações entre partidos se transformou em uma grande negociata de compra de tempo de televisão e doação de dinheiro dos partidos e candidatos maiores aos partidos de aluguel. Tudo isso precisa acabar, contudo é preciso pensar como o fim das coligações deve ser feito, senão a emenda pode sair pior que o soneto”, comentou.

Jaldes chamou a atenção para o fato que, junto com a ideia do fim das coligações, aparecem propostas de cláusulas de barreira e modificações no sistema eleitoral. Segundo ele, a cláusula de barreira, desde que fixada em um piso razoável que permitirá a existência de um sistema de partidos com partidos grandes é médios, preservado um espectro ideológico amplo, pode ser uma medida interessante na formação de partidos verdadeiramente nacionais.

“Quanto ao sistema eleitoral, o sistema de voto em lista pode ser outra medida de fortalecimento dos partidos. Por seu turno, a ideia de “distritão”, também em discussão na comissão de reforma política da Câmara, é péssima”, opinou.

Redação

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