Por pbagora.com.br

CMCG: Sessão Especial homenageia Comerciários

Setenta e cinco anos depois do surgimento do Sindicato dos Comerciários, seus associados continuam desvalorizados no Brasil. Eles lutam para sensibilizar o Congresso Nacional a aprovar a regulamentação da profissão, que atualmente não passa de uma simples atividade econômica. Essa foi a tona da Sessão Especial, realizada na manhã desta quarta-feira (11), na Câmara Municipal em homenagem ao Dia do Comerciário.

O vereador Fernando Carvalho (PMDB), e autor da propositura da sessão, fez uso da Tribuna da “Casa de Félix Araújo” para fazer um relato histórico da existência da atividade comerciária.

“Para os que ainda não sabem a razão desta importante data, é necessário voltarmos ao início do Século XX, quando surgiram as primeiras associações e uniões, que posteriormente foram transformadas em sindicatos de empregados no comércio, chamados inicialmente de caixeiros”, lembra.

Fernando Carvalho informou que os comerciários eram obrigados, à época, a cumprir uma jornada de trabalho superior a 12 horas diárias e trabalhar aos domingos e feriados sem direito a folga, além de conviverem com a ameaças de demissão, caso reclamassem desse regime de servidão. Esta foi a razão principal para o surgimento da União dos Empregos no Comércio, passando posteriormente a ser Sindicato dos Comerciários

A primeira grande manifestação, segundo o relato do edil peemedebista, aconteceu no Rio de Janeiro no dia 29 de outubro de 1932. Os manifestantes marcharam em direção ao Palácio do Catete, onde foram recebidos pelo então presidente da República, Getúlio Vargas. Eles lutavam pela redução da jornada de trabalho para oito horas.

O presidente do Sindicato dos Comerciários em Campina Grande, José do Nascimento Coelho, elogiou a Câmara Municipal e o vereador Fernando Carvalho pela iniciativa da homenagem aos comerciários. E fez declarações bombásticas.

Segundo Coelho, existe uma Lei Federal de 1997, sancionada pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, que impõe o trabalho aos domingos. Contudo, deixa a cargo do Executivo Municipal a determinação do funcionamento do comércio no primeiro dia da semana.

“Em várias cidades do País, os comerciários conseguiram êxito e evitaram aquele impacto na vida dos trabalhadores. Só que não tivemos a mesma sorte em Campina Grande, já que em outubro de 1998, o então prefeito Cássio Cunha Lima assinou a autorização para o Comércio funcionar aos domingos”, disse Coelho.

O dirigente sindicalista afirmou ainda que o objetivo é alcançar a jornada de oito horas, garantir salários e condições de trabalhos dignos. Além disso, o Sindicato vai apurar denúncias de casos de perseguição, assédio moral, assédio sexual e revista íntima.

Participaram ainda da Sessão especial os vereadores Antônio Pereira, Antônio Pimentel Filho e Olímpio Oliveira; Ricardo Pordeu, representante do governador José Maranhão, Rossandro Agra, representando o prefeito Veneziano Vital do Rêgo; Milton Manoel da Silva, Presidente do Sindicato dos Empregados do Comércio de Caruaru-PE, e diretor da Federação dos Empregados no Comércio do Norte e Nordeste; o Gerente de Vendas das Lojas Thiago, Roberto Araújo; Drª Josiete Lucena, Fisioterapeuta do CERET; Marcos Soares da Silva, Diretor do Sindicato dos Trabalhadores no Comércio; e Antônio Nunes, presidente da Associação Campinense de Imprensa – ACI, além de inúmeras pessoas.

 

Simone Duarte com Ascom

Deixe seu Comentário
Notícias relacionadas

Por insultar enfermeiras, Danilo Gentili vira alvo de nota de repúdio do Coren/PB

O Conselho Regional de Enfermagem da Paraíba (Coren PB), divulgou nota na manhã desta quinta-feira (03) repudiando postagem do comediante, Danilo Gentili (SBT), que escreveu, segundo a autarquia, “calcado na…

Opinião: brio abalado da oposição impõe alerta à aliança vitoriosa formada entre João, os Ribeiro e Cícero

Um novo tempo chegou. Os governos estadual e da Capital são outros. Restou às velhas oposições na Paraíba lideradas de um lado pelo ex-governador Ricardo Coutinho (PSB) e do outro…