Ao analisar a recente posição do presidente Jair Bolsonaro (PSL) de transferir o Conselho Superior do Cinema – que estava no Ministério da Cidadania, o qual engloba a antiga pasta da Cultura – para a Casa Civil na última quinta-feira, dia 18 de julho, o cineasta paraibano, vencedor de diversos prêmios Brasil a fora, André Morais viu a decisão como sendo um retrocesso.

“Discordo completamente. Eu acho um retrocesso, porque ações tomadas há muitos anos é que vêm contribuindo para o fomento do cinema nacional. É procurar a desarticulação da classe cinematográfica, cuja diversidade e pluralidade é um dos maiores ganhos. É como se matasse algo que está nascendo com muita força”, comentou André Morais.

Na ocasião, durante a cerimônia em alusão aos 200 dias do seu governo, Bolsonaro, ao assinar o decreto e outros atos, justificou o ato alegando que a mudança objetiva “fortalecer a articulação e fomentar políticas públicas” na área. Na oportunidade, ele também teceu a seguinte crítica: “Com o Osmar Terra [ministro da Cidadania] fomos para um canto e nos acertamos. Eu não posso admitir que, com o dinheiro público, se faça filmes como da Bruna Surfistinha. Não dá”.

 

Redação

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