Uma prática que vem de longe na política e que parece ainda não ter fim para as próximas eleições municipais de 2020, no Brasil e na Paraíba é a criação de apelidos para os candidatos e atuais mandatários. Quem analisa essa possibilidade é o cientista político Lúcio Flávio Vasconcelos, doutor em história política pela Universidade de São Paulo (USP) e professor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), segundo ele, há uma tradição no Nordeste, como também em outras regiões, de colocar apelidos nas pessoas, grupos e facções. Muitos deles são engraçados e curiosos, mas também existem os ofensivos.

Quem não lembra de referências há alguns políticos paraibanos, como: “Mestre de Obras”, referência ao senador e ex-governador José Maranhão; “Deixa o Mago Trabalhar”, sobre o ex-governador Ricardo Coutinho; “O Cabeludo” ou “Vené”, em referência ao atual senador e ex-prefeito de Campina Grande Veneziano Vital do Rêgo; “O Menino de Ronaldo” ou “Franjinha”, em referência ao ex-senador Cássio Cunha Lima, dentre outros.

“Muitas pessoas são mais conhecidas por seus apelidos do que pelo próprio nome”, destacou. No período eleitoral, alguns candidatos lançam mão desses apelidos para se identificar com seus eleitores. Também existem os apelidos pejorativos, utilizados para ofender os adversários e, durante o período de campanha, são propagados no sentido de ridicularizar os oponentes”, disse o cientista.

Apesar de reconhecer essa prática o especialista defende o fim da mesma. “O eleitor deve se preocupar não com o nome ou o apelido do seu candidato. Mas sim com sua trajetória política e suas propostas para a sociedade”, finalizou Lúcio.

Redação

 

 

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