Por pbagora.com.br

Para o cientista político José Henrique Artigas, professor de Ciência Política na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), as eleições proporcionais atualmente funcionam como eleições de grupos, ou seja, não vale o volume de votos que um candidato recebe em relação aos demais políticos, mas sim os votos recebidos pelo grupo que o candidato está coligado, tornando a dinâmica menos justa e as negociações pré-eleitorais mais fortes, uma vez que os nomes passam a depender uns dos outros na conquista das vagas.

 

“A construção das coligações visa somente garantir a superação do quociente eleitoral. Porque o candidato pode ter uma votação incrível e não ser eleito. E outro pode ter uma votação irrisória e ser eleito por conta do mecanismo de redistribuição das sobras das coligações de partidos. Partidos pequenos, que não têm capacidade de atingir o quociente eleitoral, podem eventualmente ter um candidato muito bem votado, mas não atinge o quociente eleitoral, aí não elege nenhum candidato”, disse o doutor em Ciência Política pela USP.

 

Foi o que aconteceu nas eleições do Rio de Janeiro em 1998, quando o então candidato a deputado federal, Lindbergh Farias, recebeu mais de 73 mil votos, sendo um dos mais bem votados do país, mas não conseguiu se eleger, porque na época concorria pelo PSTU, partido que naquele ano não coligou, logo não conseguiu o quociente eleitoral para ter direito a uma cadeira na Câmara. Na disputa seguinte, em 2002, Lindbergh conseguiu se eleger ao se filiar ao PT, que coligou com PCdoB e PMN na proporcional.

 

Redação

 


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