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Cehap quer zerar déficit habitacional

A nova diretora-presidente da Companhia Estadual de Habitação Popular, Emília Correia Lima (na foto ao lado), está convocando os seus colegas titulares de outras secretarias afins, no âmbito do novo Governo Ricardo Coutinho (PSB), para elaborar junto com ela, um plano de Déficit Zero em habitação na Paraíba, a ser bancado com recursos do PAC 2, no prazo de 10 anos.

Nenhum Sem-Teto até 2020

Este Plano Zero em relação ao déficit habitacional em termos de Estado, corresponde à mesma iniciativa dela feita em nível de prefeitura municipal de João Pessoa, onde as verbas do Programa de Aceleração do Crescimento do governo Federal também foram direcionadas para acabar com a falta de moradias populares, na Capital, até 2020.

Companhia sem muita força

Correia Lima lamentou que a Cehap tenha perdido sua autonomia financeira em termos orçamentários, depois da venda do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) para a empresa Teto (cujo escritório de representação está instalado no térreo do Shopping Sul, localizado no conjunto dos Bancários, na Zona Leste da cidade).

Herança de Cunha Lima

Esta operação financeira foi feita na gestão do ex-presidente da Cehap, Pedro Lindolfo de Lucena, durante o mandato do ex-governador Cássio Cunha Lima (ambos do PSDB). O esquema permitiu que a companhia zerasse seus débitos perante a Caixa Econômica Federal, mas transferiu a carteira de novas construções para a iniciativa privada.

Transição não gera problemas

Emília foi recebida 5ª feira da semana passada, pela manhã, pela ex-diretora da Cehap, Socorro Gadelha, que lhe repassou vários relatórios sobre as obras atualmente tocadas pela empresa pertencente ao governo do Estado. A verdadeira montanha de papel repleta de números, gráficos, quadros demonstrativos e planilhas, foi levada para ser lida em casa, durante o final-de-semana passado.

Ex-gestora facilitou mudança

A atual presidente da Cehap agradeceu publicamente a Socorro por tê-la recebido em seu gabinete – de portas abertas e sem restrições de natureza político-administrativa – deixando patente a existência de uma postura pautada no mais puro profissionalismo, durante o período de transição no órgão que ela vai administrar a partir deste ano.

Modus-operandi modificado

Emília Correia Lima me disse que seu retorno à presidência da Cehap, esta semana, revela uma estrutura administrativa bem diferente da sua gestão anterior. Muita coisa mudou, desde a última vez em que ela sentou-se na cadeira de dirigente maior da companhia estatal.

Revitalizar antigo porto do Capim

Correia Lima revelou que a “menina-dos-olhos” dela é a revitalização das margens de todo o rio Sanhauá, com a construção de ciclovia, área para regatas, trapiche de embarque/desembarque de passageiros, mirante para o pôr-do-sol, etc, cujas obras também serão financiadas pelas verbas previstas no PAC 2.

Desfavelizando a cidade

 

Emília também está comemorando a reurbanização por parte da prefeitura municipal de João Pessoa, das comunidades faveladas existentes nas áreas denominadas como Timbó, Ilha do Bispo, Beira da Linha e palafitas do rio Sanhauá (na região da antiga alfândega).

Ex-comunista sem partido

Politicamente, ela ainda permanece sem qualquer filiação partidária, desde que deixou de maneira forçada os quadros do PPS (Partido Popular Socialista), ao qual era vinculada desde que a legenda mudou de nome (era o antigo PCB – Partido Comunista Brasileiro).

Queixas do dirigente nacional

Emília quase chora, sempre enchendo os olhos de lágrimas, todas às vezes em que se refere ao que ela considera como sendo uma “traição criminosa” perpetrada pelo atual presidente nacional da sigla, o pernambucano Roberto Freire, a quem acusa de querer se aproximar demasiadamente do PSDB.

Traição à história partidária

Sobre esse fato, ela desabafa publicamente:

– Se ele queria nos expulsar – primeiro – para poder se aliar logo depois aos tucanos, bastava ter avisado a gente e em seguida ter abandonado a legenda, sem precisar ter praticamente nos expulsado do PPS.

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